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Pesquisa aponta presença de nova variante do coronavírus em Franca

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo GCN
 A variante Gamma representava 90% das amostras. Após a reclassificação, o número caiu para 70%
A variante Gamma representava 90% das amostras. Após a reclassificação, o número caiu para 70%

A variante P.4 da covid-19 circula desde o início do ano no Estado de São Paulo. O Instituto Adolfo Lutz e o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde a identificaram inicialmente como P.1, de Manaus, chamada agora de Gamma. Mas a confirmação de que seria uma nova cepa veio após reanálise dos sequenciamentos genéticos. Ainda assim, a variante P.1 continua predominante em Franca, sendo responsável por quase 58% das infecções na região.

Durante pesquisa realizada pelo Instituto Adolfo Lutz e outros laboratórios da rede, foi constatada a P.4 em, aproximadamente, 20% das amostras analisadas. O estudo foi realizado com amostras desde o mês de janeiro em todas as regiões do Estado de São Paulo. A única exceção foi a região do Vale do Ribeira. \

A variante Gamma representava 90% das amostras. Após a reclassificação, o número caiu para 70%. Não existem provas, até o momento, que a P.4 possui maior taxa de transmissão ou agravamento dos pacientes infectados.

Reclassificações filogenéticas são comuns após a comunidade científica, nacional e/ou internacional, possuírem novos dados sobre os organismos estudados. "A reclassificação sistemática dos vírus é natural e ocorre à medida que se conhece mais sobre o agente infeccioso durante a evolução da doença. No caso da P.4, há exemplares da linhagem P.1 que foram incorporados a ela, além de outros que até então eram considerados como parte de outras variantes", explica Adriano Abbud, diretor do Centro de Respostas Rápidas do Instituto Adolfo Lutz.

Segundo Regiane de Paula, coordenadora de Controle de Doenças, seguem os estudos sobre a linhagem da P.4. "Ainda não se pode dizer que ela impacta no número de casos, internações ou óbitos e somente com estudos poderemos encontrar respostas relacionadas a essa variante. Nossas equipes seguem analisando em múltiplas frentes este vírus, contribuindo com a ciência e com as ações de combate à covid-19 não somente no Estado de São Paulo."

Situação nas regiões
A variante P.1 na região de Franca é responsável por 57,81% dos casos totais. Já a P.4 responde por 6,25% das infecções.

As regiões do Estado de São Paulo que possuem maior predominância da P.1 são: Registro (90,91%), Ribeirão Preto (86,11%) e Barretos (81,63%). Na sequência, estão Bauru (77,78%), São João da Boa Vista (73,47%), Grande São Paulo (73,28%), Piracicaba (72,22%), Taubaté (72,88%), Araçatuba (73,08%), Araraquara (68,53%), São José do Rio Preto (66,12%), Sorocaba (66,12%), Marília (62,86%), Presidente Prudente (61,11%), Franca (57,81%), Baixada Santista (52,17%) e Campinas (46,22%).

Já as regiões do Estado com maior predominância da P.4 são: Baixada Santista (36,96%) e Campinas (35,29%). Na sequência, estão São José do Rio Preto (29,75%), Sorocaba (29,75%), Araraquara (27,97%), São João da Boa Vista (22,45%), Grande São Paulo (16,03%), Barretos (12,24%), Marília (8,57%), Franca (6,25%), Piracicaba (5,56%), Presidente Prudente (5,56%), Ribeirão Preto (5,56%), Araçatuba (3,85%), Bauru (3,70%) e Taubaté (3,39%).

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