O caso da médica de Franca Taísa Borges Flores, acusada de vender atestados médicos falsos para pessoas sem comorbidades, está sendo investigado pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) e também pela Polícia Civil. A Prefeitura reafirmou que também abrirá uma sindicância para apurar as irregularidades cometidas pela profissional de saúde.
A venda de atestado falso foi confirmada pelo portal GCN após o recebimento de denúncias anônimas na última sexta-feira, 11. Com o documento, a médica habilitava seus “pacientes” a serem vacinados na categoria de comorbidades, mesmo que eles não tivessem nenhuma doença, resultando em casos de fura-fila.
Procurado nesta segunda-feira, 14, o Cremesp informou, através de nota, que “tomou conhecimento sobre o assunto em questão por meio da imprensa e está investigando o caso”. Apesar disso, o órgão afirmou que as investigações ocorrerão em sigilo.
O caso da médica já está sendo investigado pela Polícia Civil. O delegado da Delegacia Seccional de Franca, Wanir José da Silveira Júnior, disse que um inquérito já foi instaurado para apurar as denúncias contra a médica. “Após ter conhecimento de que uma médica estaria vendendo atestados médicos falsos para pessoas sem comorbidades e que estas, por sua vez, teriam interferido na fila da vacinação da covid, a Polícia instaurou inquérito e já está apurando o caso”, afirmou o delegado.
Tanto a médica quanto os "compradores" dos laudos podem acabar respondendo por vários crimes, dentre eles, o de uso de documento falso. “Nós vamos verificar quais os casos em que ela (Taísa) realmente fez essa expedição de atestados, sobre esses pagamentos e vamos determinar, se for o caso, as comunicações de praxe, inclusive ao Cremesp. A Polícia está no caso”, concluiu.
A Prefeitura já havia informado na sexta-feira, 11, que tem adotado algumas medidas para responsabilizar possíveis infratores ou falsificadores de receitas e laudos - como a retenção de cópia dos mesmos - e que o procedimento sobre a venda de atestados foi feito de forma particular pela médica, logo precisa ser apurada pelo respectivo conselho de classe. O Secretário de Saúde, Lucas Souza, foi procurado nesta segunda-feira, mas não foi encontrado para comentar sobre a possível sindicância que pode ser aberta pela Prefeitura para acompanhar o caso.
O Ministério Público também foi procurado pela reportagem, para saber como será o procedimento com relação ao caso, mas não respondeu até a publicação deste texto.
O caso
A médica Taísa Borges Flores, clínica geral que trabalha há 11 anos na rede municipal de Saúde, após denúncia de vender atestados médicos a pacientes sem comorbidades para que eles tomassem a vacina contra a covid-19 em Franca, emitiu um laudo e receita falsos a um repórter do GCN, que não possui doenças que o credenciem a ser imunizado nesta etapa da vacinação.
Todo o processo foi feito em minutos, por meio do WhatsApp. Taísa enviou a receita e o atestado via foto, ao preço de R$ 100. O valor foi pago através do Pix. De posse do documento, o “paciente” poderia procurar alguma UBS (Unidade Básica de Saúde) e tomar o imunizante normalmente. Mas, evidentemente, o atestado não foi utilizado por ninguém e está preservado.
O caso
A médica Taísa Borges Flores, clínica geral que trabalha há 11 anos na rede municipal de Saúde, após denúncia de vender atestados médicos a pacientes sem comorbidades para que eles tomassem a vacina contra a covid-19 em Franca, emitiu um laudo e receita falsos a um repórter do GCN, que não possui doenças que o credenciem a ser imunizado nesta etapa da vacinação.
Todo o processo foi feito em minutos, por meio do WhatsApp. Taísa enviou a receita e o atestado via foto, ao preço de R$ 100. O valor foi pago através do Pix. De posse do documento, o “paciente” poderia procurar alguma UBS (Unidade Básica de Saúde) e tomar o imunizante normalmente. Mas, evidentemente, o atestado não foi utilizado por ninguém e está preservado.
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