HISTÓRIAS

A história de quem representa Franca; confira:

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 16 min
Reprodução/Redes sociais
 Os 15 vereadores eleitos para legislação 2021 - 2024
Os 15 vereadores eleitos para legislação 2021 - 2024

Pastor, farmacêutico, funcionária pública, conselheiro, policial e cuidadora de animais. Antes de entrarem na Câmara Municipal de Franca, os atuais vereadores ocuparam diferentes cargos, venceram inúmeros desafios e formaram famílias. A população os escolheram para representá-la. Desde o início deste ano, eles são alguns dos responsáveis pelo que sai ou não do papel no município. O portal GCN conta um pouco da história dos 15 vereadores de Franca – com mandato entre 2021 e 2024. Confira:

 

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Claudinei da Rocha Cordeiro “Claudinei da Rocha”
53 anos
MDB
Terceiro mandato

“O meu pai sempre falava que lutaria para não deixar faltar alimentos. Mas, dentro das suas condições, não conseguiria ter uma casa”. As palavras de Claudinei da Rocha, ilustram as dificuldades enfrentadas quando criança. Da infância humilde até a presidência da Câmara, uma série de lutas foram travadas e a perseverança venceu.

Claudinei começou a trabalhar com sete anos. Costurava sapatos para ajudar os pais a pagarem o aluguel. Em muitas ocasiões, a família dependia de cestas básicas para se manter. “A casa que morávamos era feita de taipa, feita de barro. Era a única do bairro que não tinha piso e iluminação. Nossa iluminação era lamparina”.

Ao lado da mulher Ângela Maria Coutinho, com quem é casado há 30 anos, Claudinei construiu uma mudança em sua vida e de dezenas outras pessoas, que passaram por algum de seus projetos sociais. Entre eles: Brincando Com a Música, Brincando Com a Bola, Brincando Com o Ballet e três creches.

O vereador é diácono em uma igreja evangélica. Há 30 anos mora no Jardim Aeroporto lll. Lá, criou suas duas filhas, Letícia e Lauane. “Fui eleito pela minha história. Pela minha garra e vontade de ajudar ao próximo. Prova disso, estou no terceiro mandato”.

 

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Ronaldo Ronei Carvalho “Ronaldo Carvalho”
51 anos
Cidadania
Primeiro mandato

Ronaldo Carvalho veio para Franca ainda criança. Natural de São Paulo, quando jovem largou os estudos para trabalhar em uma fábrica de calçados e ajudar a família. “Lembro que fiz doze anos numa segunda-feira. Quando foi na quarta-feira, minha foi comigo tirar a carteira profissional. Quando foi na sexta-feira eu já estava dentro de uma fábrica de calçados”.

Ronaldo trabalhou em uma empreiteira que prestava serviços a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A partir da experiência adquirida, prestou um concurso para entrar na companhia de saneamento. Mesmo sem completar os estudos, ele conseguiu passar em primeiro lugar. “Um cara de quarta série. Prestar um concurso da Sabesp, tão concorrido, e passar em primeiro lugar (...) Nessa situação vejo a mão de Deus”. 

Na Sabesp, sentiu a necessidade de retornar para a escola. Fez o supletivo e, assim, concluiu. Conhecido da comunidade católica, Ronaldo participa da Renovação Carismática Católica há 33 anos. Dentro do movimento, trabalhou em inúmeros movimentos sociais. “Dentro desse movimento foi onde sempre trabalhei em ações sociais. Ajudando famílias carentes. Ajudando com materiais de construção. Ajudando na parte psicológica também das pessoas”.

Ronaldo ganhou inúmeros apoiadores a partir da sua ligação com o movimento católico. Casado com Nair Aparecida Felix Carvalho, o vereador é pai de Ana Paula, Lucas e do falecido Gabriel, que morreu horas após o nascimento.

 

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Marcelo Henrique da Silva Guilhermino “Marcelo Tidy”
51 anos
DEM
Primeiro mandato

Aos três meses, Marcelo Tidy foi adotado por Antônio Guilhermino e Aparecida da Silva Guilhermino. Na mesma época, aconteceu a mudança da capital paulista para Franca. De família humilde, Tidy começou a trabalhar ainda jovem como auxiliar de pedreiro. Ao longo dos anos, atuou em banca de pesponto, loja de ferramentas, fábricas calçadistas e promotor de eventos, por exemplo.

A primeira ligação com a política veio através do amigo de longa data, o ex-prefeito Gilson de Souza. Tidy foi assessor de Gilson, enquanto Deputado Estadual. “Conheci ele em 1983, ainda era menino. A minha irmã. Tinha alguns amigos. A minha família sempre teve contato com o Gilson. Os meus tios jogavam futebol com ele. Foi uma aproximação natural”.

Tidy se candidatou pela primeira vez em 2008. Em 2016, foi a segunda tentativa, com uma campanha “mais discreta”, segundo ele. Já em 2020, houve a programação e a eleição veio. Enquanto a vereança na vinha, Tidy atuava como corretor de imóveis.

Morador do Centro, Tidy é casado com Karina Arantes Guilhermino, com quem tem uma filha, Marcela. Nos tempos livres, antes da pandemia, compunha o “time” dos vereadores que gostavam de jogar futebol.

 

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Antônio Donizete Mercúrio “Donizete de Farmácia”
59 anos
MDB
Quarto mandato

Casado com Aline Ferreira Mercúrio, e pai de oito filhos, a ligação de Donizete com a farmácia vem desde pequeno. Aos 11 anos, começou a trabalhar na Farmácia Nossa Senhora de Fátima. Com o passar dos anos, Donizete adquiriu um terreno no Jardim Paulistano, onde terminou trocando por parte de uma farmácia. Ele e o irmão administraram o empreendimento até a separação da sociedade.

Donizete ganhou muitos amigos através da credibilidade e confiança ao longo dos anos vendendo medicamentos. “Minhas amizades vêm muito na questão de segurança. É um comércio que exige confiança. A pessoa vai para ver o que faz, o que pode tomar, o que não pode. Fui pegando essa confiança das pessoas”.

O futebol sempre foi uma de suas paixões. Seu coração é dividido entre o esmeraldino da Francana e o alvinegro do Santos. Donizete participou do futebol varzeano entre 1994 e 2010. Foi treinador do Atlético durante cinco anos. Parado atualmente, foi um dos principais times da várzea da cidade. O carinho recebido pelos clientes e companheiros de gramado foi importante para sua eleição já na primeira candidatura.

A veia política vem de família. José Mercuri foi vereador de Franca durante onze mandatos. Apesar do carinho pelo familiar, Donizete preferiu não carregar o nome do tio durante suas campanhas e mandatos. “Eu quis fazer uma política tão limpa, que nunca quis identificar o meu nome ligado ao meu tio, para não dar impressão de estar escorando no meu tio para ser eleito”.

 

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Carlos César Bucci “Carlinho Petrópolis”
36 anos
PL
Segundo mandato

Do campo para a cidade. Carlinho Petrópolis nasceu na mineira Alterosa, onde ficou até os 16 anos. Em Franca, veio a possibilidade de seguir o sonho de jogar futebol. Atuou no juniores da Francana durante dois anos. O sonho não virou realidade, mas a paixão pela esmeraldina continuou. Torcedor da Francana e do São Paulo, jogar bola era uma de suas principais atividades de lazer antes da pandemia da covid-19.

Quando chegou em Franca, Carlinho começou a trabalhar em farmácia. Continuou na área, onde trabalhou durante 20 anos em uma rede da cidade. Assim como Donizete, a confiança e credibilidade conquistada com a venda de medicamentos gerou inúmeras amizades e parcerias.

Atualmente, Carlinho trabalha no setor de construção civil. Pai de Rafael e Gustavo, ele está casado há 19 anos, com Rosane Machado. No segundo mandato no legislativo, a reeleição veio após as dificuldades durante a campanha da pandemia.

“Na construtora é onde tiro o pão de cada dia. Minha projeção, assim como empresário e, também, como político, vamos trabalhar para crescer. Se Deus permitir, para prefeito, vice ou deputado, esse é o projeto”, disse Carlinho sobre o futuro.

 

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Lourdes Aparecida Granzotte Medeiros “Lurdinha Granzotte”
55 anos
PSL
Primeiro mandato

Pouco mais de 1 km separam a Prefeitura da Câmara Municipal de Franca. A maior mudança não foi a distância entre o antigo e o novo prédio de trabalho. Mas, a diferença entre os poderes Executivo e Legislativo. Lurdinha Granzotte busca “driblar” as dificuldades e levanta a bandeira do servidor público dentro e fora do plenário.

Lurdinha escreveu grande parte de sua história de vida na Prefeitura. Os mais de cinco meses como vereadora não apagaram os 37 anos como servidora pública. A francana atuou nas secretarias de Obras, Compras e Recursos Humanos. “Me sinto muito servidora pública. Não estou no Executivo, mas me sinto parte do Executivo. Tenho maior orgulho dos meus colegas de trabalho”.

Alguns hábitos não mudaram com o tempo. Lurdinha reveza entre os afazeres da casa e descansar durante o tempo livre. “Gosto muito de ficar na minha casa, ouvindo música. Rezo o meu terço. De ficar em redes sociais. E tem o serviço da casa. Lavo roupa, passo e cozinho. Amo conversar com os meus filhos”, disse.

A vereadora mora junto aos dois filhos, Juliana e Vinicius. Divorciada, Lurdinha se declara “mãe coruja”. As decisões de casa são tomadas em conjunto. “Sou muito coruja e amiga. Temos muita intimida. É tudo papo aberto. Lógico tem a família, meu irmão, os amigos, mas assim, tudo, a gente resolve muito junto”.

 

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Walmir de Sousa Della Motta “Della Motta”
58 anos
Podemos
Segundo mandato

Della Motta foi transferido da capital paulista para Rifaina, onde atuou como comandante de destacamento em 1990. Não demorou muito, o policial militar desembarcou em Franca. “Quando comecei a residir na cidade de Franca, fiquei apaixonado pela cidade, pelo clima. É muito tranquila, muito fácil”.

Em solo francano se formou em direito pela FDF (Faculdade de Direito de Franca). Ao lado da mulher Elenice Sasaki, Della Motta teve três filhos, Gabriel, Natália e Vitor. Entre outras funções, ele atuou como professor de tiros da PM e instrutor de formação de vigilante. Aposentado desde 2011, Della Motta continuou lecionando até 2016.  

A política surgiu em sua vida como um convite para representar o batalhão. “Houve uma necessidade do batalhão da PM colocar alguém na Câmara como representante. Fui um dos escolhidos. Houve uma recusa por duas vezes, porque não era o meu feitil a política”.

No tempo livre o vereador gosta de ler sobre política e pescar. “Gosto de ler muito sobre a política. Gosto de participar, de interagir. A gente tem o lado mais forte que é o lado da segurança que por origem veio de lá. Sou uma pessoa muito ética”.

 

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Daniel Henrique Silva Bassi “Daniel Bassi”
29 anos
PSDB
Primeiro mandato

Daniel Bassi é o caçula de nove irmãos. Natural de Franca, quando criança trabalhou no escritório de despachante do pai. Lá, ele recebia e usava para pagar o curso de Direito na FDF (Faculdade de Franca), onde se formou em 2015.

Bassi advogou até 2017, quando suspendeu os processos para se dedicar a política. Em 2016 foi candidato a vereador e terminou como suplente. Também em 2017, ele foi convidado a ser assessor parlamentar do deputado estadual Roberto Engle (PSB).

O gosto pela política vem de cedo, através do pai que gostava de acompanhar. As manifestações feitas durante os governos Dilma Rousseff e Michel Temer foram o divisor de águas para a entrada na política. “Quando estava estourando aquelas manifestações de 2014 e 2015. E por fazer parte desse processo. Estar vivenciando aquilo e ter uma formação jurídica eu quis me lançar vereador”.  

Bassi está noivo da psicóloga Lisiane Alves, com quem está há sete anos junto. Apaixonado em esportes, no passado o vereador praticou jiu jitsu, basquete, futebol, ciclismo e tênis. Atualmente, nos tempos livre, o vereador gosta de fazer caminhada para se exercitar e descansar.

 

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Luiz Carlos Amaral Costa “Luiz Amaral”
56 anos
Republicanos
Primeiro mandato

Da costa brasileira, para o interior de São Paulo. A 742km de distância da sua terra natal, a carioca Paracambi, Luiz Amaral está há três anos em Franca. Casado com Marta Oliveira Maria Costa, o vereador tem duas filhas, Tamires e a Talita.

A fé e religião se faz presente em sua vida há mais de 40 anos. Primeiro, foi missionário. Em seguida, pastor evangélico.

Em Franca, sua ligação é com a Igreja Universal do Reino de Deus, onde foi escolhido para representá-los no legislativo municipal. “Não fui eu quem decidi entrar na política. No caso, a direção viu em mim condições de poder ser mais útil à cidade, de poder ajudar”, disse.

Antes de assumir como vereador, Luiz Amaral já havia participado em programa sociais em diferentes estados do Brasil. “Fiz parte do programa Anjos da Madrugada, que presta assistência a pessoas em situação de rua. Desenvolvi esse trabalho religioso e social em vários estados, como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Distrito Federal e, por fim, São Paulo”.

 

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Gilson Donizete Pelizaro “Gilson Pelizaro”
54 anos
PT
Quinto mandato

“Comecei a militar antes mesmo de ter idade, porque tinha um grupo de estudantes de assistência social, que fazia um trabalho voluntário na Vila São Sebastião”. Antes de imaginar seguir a vida política, Gilson Pelizaro já frequentava debates sociais, promovidos em sua comunidade.

Devido a semelhança de pensamentos, não demorou para o jovem se simpatizar com o Partido dos Trabalhadores. Pelizaro se filiou a sigla aos 18 anos. Atualmente, com 54 anos, o “casamento político” segue firme. “Se um dia eu deixar de ser do PT, eu não vou pertencer a nenhuma outra corrente política”.

Pelizaro já foi candidato a prefeito e deputado estadual. Atuou como assessor na Assembleia Legislativa. Atualmente, além do quinto mandato como vereador, também é coordenador regional do PT. O gosto pelo legislativo está na família. O irmão Jamilton Célio Pelizaro (PTB) está no sétimo mandato como vereador em Cristais Paulista.

Ao lado da professora Suely Aparecida Cunha, com quem é casado há 33 anos, Pelizaro teve os filhos Ítalo, Igor e Heitor. Torcedor do alvinegro praiano, o santista gosta de curtir a família durante o descanso. “Gosto muito e acompanho muito futebol. E o convívio com a família. Adoro ficar na minha casa, curtindo minha família e neto”.

 

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Sérgio Henrique Palamoni “Pastor Palamoni”
53 anos
PSD
Segundo mandato

Aos 13 anos, empacotador. Em 2017, aos 48 anos, presidente da Câmara Municipal de Franca. Antes de chegar ao ápice, até então, da sua vida política, o Pastor Palamoni percorreu diferentes caminhos e áreas de trabalho.

Ainda menor de idade, Palamoni foi funcionário de uma loja de calçados. Aos 18 anos, fez a prova do Correios e passou. Lá, atuou durante seis anos. Após sua saída, o destino foi uma agência bancária, onde foi escriturário e gerente. Devido ao excesso de atividades, em 2009, ele pediu demissão para exercer o pastoreio de uma igreja evangélica.

Criado na igreja católica, onde participou durante doze anos da renovação carismática, a família teve papel crucial na mudança ao evangélico. “A gente sentia uma falta muito grande da família estar juntos. Depois de um momento que aconteceu em nossas vidas, fomos convidados a participar de um culto evangélico, onde tive uma identificação muito grande”.

Grande parte de sua jornada foi feita ao lado de Márcia Monteiro Munhoz. Casados há 33 anos, são pais dos filhos Leonardo e Fransérgio.

 

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Carlos César Arcolino “Kaká”
60 anos
PSDB
Segundo mandato

Na eleição de 2016, Kaká conseguiu 6.070 votos e se tornou o vereador com mais votos na história de Franca. O tucano é conhecido da comunidade católica, onde atua e participa durante anos.  

Kaká ganhou repercussão nacional após a gestação de risco da sua filha Gianna. O parlamentou iniciou diferentes trabalhos. Coordenou durante cinco anos projetos para alunos, pais, professores e funcionários do Colégio José Maria José. Proprietário de uma empresa de consultorias, o vereador ministra palestras em diferentes cidades.

Também contribuiu na montagem de Ong’s (Organizações Não Governamentais) voltadas a recuperação de dependentes químicos, além de escrever o livro “Um Certo Capitão Neno, uma vitória contra as drogas”.

Casado e pai de quatro filhos, Kaká busca justificar a confiança do público que o elegeu para o segundo mandato. “O apelo popular me motivou e farei todo o possível para corresponder às expectativas”.

 

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Ilton Sérgio Ferreira “Ilton Ferreira”
53 anos
PL
Segundo mandato

Músico autodidata, Ilton Ferreira é maestro desde os 15 anos. O vereador sempre trabalhou com fanfarras e faz parte da OMB (Ordem dos Músicos do Brasil). A partir do conhecimento musical, instruiu dezenas de criança nos trabalhos sociais pelos quais passou.

Ilton foi conselheiro tutelar durante seis anos. Grande parte de seus trabalhos são destinados a crianças, na maioria das vezes, carentes. Atualmente, faz parte de um grupo de voluntários, que se fantasiam de personagens para alegrar crianças, em hospitais, creches, entre outras atividades. 

“Um belo dia, aluguei uma fantasia de Superman e percebi que aquilo deu uma repercussão fantástica. Aí comprei uma fantasia. Em 15 dias, comprei do Batman. Aí fui comprando. Hoje, temos uma equipe de uns 30 a 35 voluntários. Começamos a montar fantasias e estamos com a cabeça cheia de projetos”, disse.

O vereador é pai de Tenney, Fernando, Gabriela e Ana Lívia. Há 19 anos está casado com Darilza De Lurdes Bastianini. A família acompanhou a jornada de Ilton até a Câmara Municipal. “Como a gente trabalhava com muitas crianças, que as vezes sofriam agressões, surgiu a ideia de ser conselheiro tutelar, para fazer algo mais por elas. Então entrei e, no meu segundo mandato, surgiu a ideia de me candidatar. Foi super inesperado e, até hoje, sinto que é algo natural”.

 

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Lindsay Guimarães Cardoso “Lindsay Cardoso”
34 anos
Cidadania
Primeiro mandato

“Sempre gostei de bicho e quando era pequena minha mãe não deixava eu ter. Eu até falo que é por culpa dela que eu amo tanto”. O carinho de Lindsay Cardoso pelos animais começou cedo. Levantando a bandeira animal, ela foi a vereadora com mais votos na última reeleição, com 3.284 votos.

Antes de ingressar no legislativo, Lindsay trabalho em fábrica de calçado. Grande parte do salário sempre foi revertido para a causa. Os altos valores de rações, banhos e vacinas, devido à alta quantidade de animais, fez com que a protetora começasse a vender bolos e doces para vender e completar a renda. Mesmo hoje, na Câmara Municipal, Lindsay continua vendendo guloseimas para arcar com as dívidas.

Lindsay está há dez anos com Francis Lucas Mariano. Mãe de Ryan Valentim Santos, ela mora com 40 gatos e 4 cachorros no Jardim Luiza. Ao todo, contando os canis que administra, a vereadora cuida de mais de 300 animais.

As negativas que recebeu quando procurou a Câmara, impulsionou Lindsay a lançar a candidatura. “Já vim muito na Câmara para propor projetos em prol dos animais, mas, na maioria das vezes, eu não fui atendida. E eu queria fazer algo diferente e nem achava que conseguiria. Não achei que seria de primeira. Pensei que conseguiria uns cem votos”.

 

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José da Silva Barbosa “Zezinho Cabelereiro”
58 anos
PP
Terceiro mandato

“A vida na roça para estudar era difícil. Inclusive, a gente trabalhava na lavoura. Para ir à escola tomava banho nos cochos, onde as vacas bebiam água. As vezes ia para a escola com as roupas molhadas. Não tinha oportunidade de estudar”. Natural do município de Frei Eustáquio, ao final da quarta série Zezinho Cabelereiro se mudou para Ibiraci, buscando uma vida melhor. Aos 12 anos, chegou em Franca.

Zezinho começou a trabalhar muito cedo. Aos sete anos, ajudava o pai na roça. Ao chegar em solo paulista, arrumou serviço em uma fábrica de calçados. Lá, trabalhou como coladeiro e pespontador. Em seguida, fez um curso de cabelereiro. Acumulando duas funções, trabalhava na fábrica durante o dia e no salão durante a noite.

Os anos cortando cabelo renderam muitos amigos e, posteriormente, apoiadores. Zezinho participou da primeira eleição em 2000, quando ficou de suplente no partido, com 909 votos. Na eleição seguinte, em 2004, foi eleito pela primeira vez com 2.169 votos. O vereador acumula três mandatos.

Casado há mais de quatro anos com Aline Barbosa, Zezinho tem seis filhos. O vereador faz os seus planos para o futuro. “Meu plano é aposentar. Não sou uma pessoa que tem muita ilusão de comprar carro e mansão (por exemplo). E construir uma casa. Levar a vida do dia a dia e trabalhar muito como vereador”.   

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