No dia 12 de junho é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. Para marcar a importância da data, a Justiça do Trabalho de Franca promoverá um debate virtual sobre o tema na próxima segunda-feira, 14. O evento será transmitido através do canal do YouTube, a partir das 14 horas.
O debate está sendo organizado pela Juíza Coordenadora do Juizado Especial da Infância e Adolescência da Justiça do Trabalho, Eliana dos Santos Alves Nogueira, e terá a participação de especialistas, professores, jovens e crianças, durante a Roda de Conversa Virtual “Ele estuda, ela brinca e eu trabalho: precisamos conversar sobre trabalho infantil”.
Durante o evento será aberto um concurso para estudantes do 1° ano do ensino fundamental até do 3° ano do ensino médio, aprendizes e estudantes de Educação para Jovens e Adultos, cada um com dentro das categorias do nível escolar.
As inscrições para o concurso serão gratuitas para todos os alunos das escolas públicas municipais e estaduais de Franca, que envolve cinco categorias: redação, poesia, música, dança ou desenho. Os trabalhos devem ser encaminhados até dia 15 de setembro e a premiação ocorrerá em cerimônia virtual a ser realizada em 12 de outubro.
Os vencedores levarão prêmios que incluem, para crianças, brinquedos pedagógicos, cestas de doces e livros infantis. E, para adolescentes e jovens, serão destinados desde cursos de idiomas e livros, até cursos profissionalizantes e celulares.
Pelas escolas públicas do município serão desenvolvidas diversas atividades virtuais, oficinas e workshops culturais para provocar debates sobre o tema, entre julho e agosto de 2021.
Com a pandemia, além dos desafios sob a saúde pública, o agravamento da pobreza, que contribui para aumento do número de crianças e adolescentes em situação de exploração pelo trabalho infantil, foi notado um aumento de 26% no número de crianças trabalhando em julho de 2020, em pesquisa da Unicef na cidade de São Paulo, em comparação com as mesmas famílias entrevistadas em maio do mesmo ano.
“Em Franca é visível a presença de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, vendendo balas, doces e outros utensílios nos semáforos, nas feiras livres e na porta de estabelecimentos comerciais”, disse Eliana dos Santos Alves Nogueira.
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