Com mais de 14 meses de pandemia no Brasil, além de toda população afetada pela covid-19, os animais também estão sendo prejudicados. Segundo as ONG que resgatam animais em Franca, houve um aumento no abandono durante este período. Além disso, as adoções caíram pela metade.
Marysol Gaudenzi, que é servidora municipal na Secretaria de Educação, faz um trabalho de apoio às ONGs que resgatam esses animais. Para ela, o número de animais abandonados aumentou durante a pandemia, por conta do desemprego. “Tem muita gente desempregada, então eles abandonam”, diferente dos números de animais adotados, que caiu quase 50%, de acordo com a voluntária.
Segundo o canil Cão que Mia, hoje mais de 200 cães estão sendo cuidados. Para a protetora Maria Luisa, um dos grandes problemas causados pelo número crescente de abandonos se trata do fato de que a maioria desses animais não sabem viver nas ruas, então, assim que encontrados, muitos estão doentes ou com ferimentos graves por conta de atropelamentos. “A pessoa não quer mais, ela simplesmente abre a porta e põe para a rua, abonadona mesmo”, comenta a protetora.
Com uma ajuda mínima dos órgãos públicos, Marysol corre atrás de castrações sozinha, através de parceiros que fazem o procedimento de forma gratuita, ou por um preço mais barato.
Há mais de um ano as castrações estão paradas pela Prefeitura, resultando em mais de 1,5 mil animais esperando a cirurgia. As solicitações são feitas, mas ainda sem nenhum sinal de serem atendidas. E isso implica nas adoções, já que geralmente as pessoas apenas adotam animais já castrados. “Aprovadas pela Prefeitura são 225 castrações por mês, já tem mais de mil castrações atrasadas, com aprovação, mas sem andamento”, afirma a funcionária pública.
Cerca de 1.500 a 1.800 animais estão na fila de espera por castração, de acordo com Canil Municipal, que abriga hoje 18 animais.
Para Maria Luisa, “o abandono e o descaso são totais”. A falta de castração se mostra pior do que a situação da pandemia, “quando para a castração, tudo o que foi feito anteriormente se perde, quatro anos de castração jogados no lixo”.
Para Maria Luisa, “o abandono e o descaso são totais”. A falta de castração se mostra pior do que a situação da pandemia, “quando para a castração, tudo o que foi feito anteriormente se perde, quatro anos de castração jogados no lixo”.
A respeito das castrações paradas desde 2019, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, já foi realizada uma nova licitação já concluída e o contrato com a empresa vencedora está sendo finalizado. A previsão para a retomada do serviço é para o próximo mês.
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