REUNIÃO

Após apresentação do orçamento, parceria entre Prefeitura e IMA fica distante

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Reunião entre Alexandre Ferreira, representantes do IMA e vereadores, quarta-feira, na Prefeitura
Reunião entre Alexandre Ferreira, representantes do IMA e vereadores, quarta-feira, na Prefeitura
Após uma reunião entre diretores do IMA (Instituto Medicina do Além)/Hospital da Caridade e o prefeito Alexandre Ferreira (MDB), nessa quarta-feira, 9, na Prefeitura, a parceria entre o hospital e o poder público, para implantação de leitos para tratamento de pacientes da covid naquela unidade de saúde, ficou mais distante. Um dos entraves seria o prédio, que precisa de adequações - levaria pelo menos dois meses para tudo ficar em condições de funcionamento.
 
Na última terça-feira, 8, a entidade havia protocolado uma proposta de intenção para instalação de 28 leitos para atender pacientes com a doença. De acordo com a proposta, seriam implantados 20 leitos de enfermaria e 8 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no hospital, contrato firmado através de uma OS. O IMA pediu R$ 13.967.448,00 para um período de 6 meses, o que daria R$ 2.327.908,79 por mês. 
 
Durante a reunião, Alexandre elencou vários itens que precisam ser preenchidos para que o plano de trabalho volte a ser discutido. Uma vistoria da Vigilância Sanitária ao prédio apontou que o local precisa de adequações, entre elas melhorias na tubulação de oxigênio, rampas, acesso para veículos de emergência, ventilação e pisos apropriados. 
 
“Na proposta, o hospital fala de suporte ventilatório, não é UTI, mas também fala que é UTI. Então pedi para eles (hospital) detalharem melhor. Acontece que o prédio não está pronto, não tem como colocar pacientes lá. A Vigilância Sanitária atestou isso. Eles próprios disseram isso aqui, assinaram uma ata afirmando que o prédio não está pronto e que precisa de ajustes”, disse o prefeito Alexandre, nesta quinta-feira, 10.
 
O prefeito acrescentou que espera um plano de trabalho detalhado, como exige a legislação. “O hospital coloca lá: recursos humanos, utilidade pública, compra de equipamentos. Mas precisa detalhar quem são, onde estarão, quantos são, onde eles vão trabalhar, quantos equipamentos são. Se é compra, se é aluguel, qual valor”, questionou. “Não trouxeram o cronograma de obras, quanto vão gastar, o período que vão fazer. Eles apresentam que os leitos seriam instalados em 60 dias. Se precisam de 30 dias para começar e 60 para acabar, é porque realmente o prédio não está pronto”, disse Alexandre.
 
Ao final da reunião, ficou definido que o hospital voltará a apresentar um novo plano de trabalho dentro de sete dias. “Gostaríamos que eles agilizassem o mais rápido possível essas informações e eles pediram sete dias para poder apresentar isso a nós. Esses mais de R$ 13 milhões apresentados, agora, precisam ser detalhados”, finalizou o prefeito.
 
Apesar da negociação de parceria não ter avançado como esperado, o diretor do IMA, João Berbel, disse que a reunião foi produtiva. “Tivemos uma reunião muito proveitosa. Entregamos duas propostas ao prefeito. Uma delas é abrir 8 leitos de UTIs e 20 leitos de enfermaria. A outra é alugar nosso espaço para se tornar uma extensão do pronto-socorro. Vamos organizar para colocar a instituição para funcionar o mais rápido possível”, disse. 
 
O IMA ainda dependerá da Câmara Municipal, que precisa votar um projeto de liberação de regularização do alvará do hospital.
 
Estiveram na reunião com Alexandre Ferreira nesta quarta-feira, no Gabinete da Prefeitura, os diretores do IMA, João Berbel, Wellington Berbel, Cláudia Poubel e o advogado Mansur Jorge Said Filho. Os vereadores Gilson Pelizaro (PT), Marcelo Tidy (DEM), Lurdinha Granzotte (PSL), Ronaldo Carvalho (Cidadania), Kaká (PSDB), Claudinei da Rocha (MDB), Lindsay Cardoso (Cidadania), Ilton Ferreira (PL), Zezinho Cabeleireiro (PP) e Della Motta (Podemos), além do secretário de Saúde, Lucas Souza, e assessores de gabinete.

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