CPI DA COVID

Queiroga reafirma que população adulta será vacinada neste ano

Por Pedro Caramuru e Daniel Weterman | do Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
 O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prestou depoimento pela segunda vez na CPI da Covid
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prestou depoimento pela segunda vez na CPI da Covid

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondeu ao relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), que mantém a previsão de imunizar toda população adulta brasileira contra a covid-19 até o fim deste ano. Mais cedo, Calheiros disse que no atual ritmo de vacinação, levaria mais de dois anos, até fevereiro de 2024, para que a imunização fosse concluída.

"Para vacinar todos até 31 de dezembro de 2021, nos informa o setor de pesquisa do Senado Federal, precisamos de 1.243.570 doses aplicadas diariamente", afirmou Calheiros. O senador afirmou também que o número sobe se for considerado o período entre aplicação da vacina e aquisição da imunidade. "Para vacinar todos até 31 de outubro de 2021, precisamos de 1.754.628 doses aplicadas diariamente", completou o relator.

O ministro da Saúde, durante depoimento à CPI, também reforçou que não descarta campanhas de vacinação anuais contra a covid-19 e disse que a pasta já se prepara para vacinar novamente a população no próximo ano, em 2022.

Vacinas próximas da validade

O ministro disse ser procedente a informação de que 3 milhões de doses da vacina Janssen, contra a covid-19, chegam ao Brasil próximas ao prazo final de validade. Os imunizantes devem chegar ao País na quinta-feira, 10, e, segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o prazo de validade se estende até o dia 27 de junho.

"É um prazo mais curto. Isso foi pactuado com o Programa Nacional de Imunização, com Conselho Nacional de Secretários de Saúde Conass e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde Conasems, e entendemos que temos que fazer uma estratégia para aplicar essas 3 milhões de doses num prazo muito rápido para não correr o risco de vencer vacinas", afirmou Queiroga.

Segundo as recomendações do fabricante, o imunizante não depende de dose de reforço, sendo necessária uma única aplicação para a imunização. Queiroga reforçou que a importação das vacinas depende de liberação do órgão regulador americano. "Naturalmente que se tardar o posicionamento do FDA, essas 3 milhões de doses podem não ser mais úteis para nós, por conta da exiguidade de prazo", reforçou Queiroga.

 

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