EXPECTATIVA

Lockdown dará uma folga para as UTIs, diz médico da Vigilância Epidemiológica

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
A baixa circulação de pessoas afeta diretamente o número de casos confirmados, que terá reflexo positivo nos hospitais
A baixa circulação de pessoas afeta diretamente o número de casos confirmados, que terá reflexo positivo nos hospitais

O lockdown não deve interromper a sequência – já são 36 dias – de mortes registradas em Franca. O esperado é que a medida seja responsável por um “fôlego” nos hospitais e controle da pandemia, que chega ao seu momento mais dramático. O médico da Vigilância Epidemiológica, Homero Rosa, ressaltou, nesta quarta-feira, 2, que apenas a vacinação em massa é capaz de eliminar o vírus, mas que, com menor circulação na cidade, o número de pessoas que esperam por um leito deve diminuir.

Apesar da expectativa, o reflexo do lockdown só vai começar a ser sentido a partir das próximas duas semanas. “É esperado que daqui a duas ou quatro semanas a gente tenha um efeito positivo, não nas mortes exatamente, porque demora mais tempo para refletir os benefícios do lockdown, mas na diminuição da quantidade de casos, isso nos dá um fôlego”, disse Homero.

Segundo o médico, um conjunto de fatores fez com que a pandemia chegasse a um nível tão grave quanto o atual. “O fator climático, que favorece nesta época do ano a transmissão de doenças respiratórias, o grande aumento no contágio pela alta circulação de pessoas e a nova variante, que já está predominante na maioria dos casos”, disse. “É um padrão muito pior do que estávamos acostumados e afeta pessoas muito mais jovens, além de vários casos de pessoas aparentemente sem comorbidades, doenças crônicas ou qualquer outra facilitação.”

Esse é um momento para administrar a pandemia, de forma que ela possa ser controlada, defende o especialista. “Nós não vamos esvaziar as UTIs com isso, vamos conseguir, pelo menos, que tenhamos uma folga na administração dos encaminhamentos para as UTIs, coisa que não está acontecendo. São dezenas de pessoas diariamente na fila de espera para ir para um hospital, o que é muito angustiante para todos”, concluiu Rosa.

Nesta quarta-feira, 2, o número de pessoas em observação no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” chegou a 62. Destes, 53 estão reguladas para uma vaga em algum hospital, sendo 31 para um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 22 para enfermaria. Dos pacientes que aguardam no PS, 11 estão intubados na ala de emergência da unidade.  

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