LOCKDOWN

Com abertura do Savegnago, Apas recorre para liberar todos os supermercados de Franca

Por | da Redação
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Dirceu Garcia/GCN
Movimentação na loja do Savgenago da Vila Exposição
Movimentação na loja do Savgenago da Vila Exposição

Um dia após negar pedido da Apas (Associação Paulista de Supermercados) para reabertura dos supermercados em Franca, o mesmo Tribunal de Justiça de São Paulo permitiu, nesta terça-feira, 1º, que a rede Savegnago retomasse suas atividades durante do lockdown. Com essa decisão, a Apas apelou mais uma vez ao TJSP, pedindo que reconsidere a decisão de ontem.

A Apas, a rede Dia e o Savegnago recorreram ao Tribunal após terem seus pedidos negados em primeira instância, pela Vara da Fazenda Pública de Franca. Na segunda instância, apenas o Savegnago obteve sucesso.

A divergência de decisões se dá, principalmente, porque diferentes desembargadores julgaram cada um dos três pedidos.

O caso do Dia foi apreciado pelo desembargador plantonista Fermino Magnani Filho, que negou a liminar, apesar de reconhecer que “a crise é dura”. “Mas, neste momento, preservar vidas importa mais que o tilintar de caixas registradoras, as quais, reitero, não estão lacradas”, ponderou, destacando que as empresas podem trabalhar com delivery.

Já o agravo de instrumento interposto pela Apas foi julgado pela desembargadora Maria Fernanda de Toledo Rodovalho. Os principais argumentos da associação são que os supermercados não possuem capacidade de atender à alta demanda por delivery e que o decreto de Alexandre Ferreira (MDB) é ilegal, ao proibir o funcionamento dos estabelecimentos considerados como atividades essenciais.

Para a desembargadora, “a medida excepcional utilizada pela Municipalidade se justifica pelo aumento do número de mortos e de casos de infecção pelo vírus da covid-19, sendo o ‘lockdown’ medida eficaz, para evitar aglomerações e conter a disseminação da doença”. Desta forma, indeferiu o pedido liminar.

Já nesta terça, a também desembargadora Silvia Meirelles julgou o pedido do Savegnago e concedeu a liminar, sob o argumento de que, sim, os supermercados são serviços essenciais e que o funcionamento por delivery não se mostrou “razoável”.

“Ainda mais considerando que a população de baixa renda não possui condições financeiras de arcar com o custo do frete, que acaba sendo bastante alto para este tipo de entrega, como se constata em rápida pesquisa no sítio eletrônico do ‘ifood’, sendo para a cidade de Franca, o preço do serviço em torno de R$ 10 a R$ 20”, observou a magistrada.

Com a decisão da manhã desta terça-feira a favor do Savegnago, a Apas voltou ao TJSP para que a liberação seja estendida a todos os supermercados de Franca. Para a associação, “instalou-se verdadeira celeuma e insegurança jurídica, com claro risco à ordem pública”, após a liberação de funcionamento apenas da rede que possui cinco lojas em Franca.

Após a decisão, houve uma corrida às lojas do Savegnago e a revolta tomou conta dos concorrentes. Uma reunião de emergência foi marcada para as 16 horas desta terça-feira entre representantes dos supermercados e o prefeito Alexandre Ferreira.

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