Com o sistema de saúde colapsado, o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, que funciona como porta de entrada aos pacientes de covid, atende nesta quinta-feira, 27, o total de 50 pessoas que deviam estar em um leito de hospital, mas esperam a liberação da vaga. Com o grande número de pacientes e a alta complexidade dos casos, só nos últimos sete dias, 14 pessoas morreram no PS, à espera de transferência.
Apenas nesta semana, Franca registrou recorde de internações, de mortes pela covid e a segunda maior marca de casos confirmados durante toda a pandemia. Com média de oito mortes por dia na cidade, duas delas estão sendo registradas na unidade de pronto-atendimento. Uma das vítimas que morreram à espera de um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) foi o ourives Ademar Andrade, conhecido como “Ademar Ouro”.
Dos 50 pacientes atendidos no “Álvaro Azzuz” nesta quinta, 32 estão regulados para um leito de UTI, sendo que 5 estão intubados e em estado grave, e outros 18 precisam de uma vaga de enfermaria. Além disso, na Ala Covid que foi aberta na UPA do Aeroporto, 3 aguardam por UTI e 2 por enfermaria.
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