PANDEMIA

Sindicato dos Servidores aciona MPT para apurar suposta negligência no PS

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Kaique Castro/GCN
 Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz”: estrutura afetada devido à grande demanda de pacientes
Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz”: estrutura afetada devido à grande demanda de pacientes
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca, Fernando Nascimento, confirmou nesta quarta-feira, 26, que entrou com uma representação junto ao MPT (Ministério Público do Trabalho), nessa terça-feira, 25, pedindo uma investigação de possível negligência da Prefeitura na administração do Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz”, neste período grave da pandemia. O dirigente sindical informou também que vai registrar outra representação no MPT para que seja verificado se houve falta de atenção do Poder Executivo também no Pronto-socorro Infantil.
 
O Sindicato relata que funcionários estão trabalhando sem a estrutura necessária para o enfrentamento da covid. Além da falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), também há informações de falta de cadeiras e torneiras no prédio municipal.

“Fizemos a denúncia, porque precisamos dar uma atenção melhor aos nossos servidores. Visitamos o pronto-socorro e constatamos a falta de profissionais, com uma demanda grande de pacientes internados precisando de auxílio. Numa escala de 26 pessoas, estávamos com apenas 12 neste domingo passado. Sabemos que o prefeito abriu concurso para contratar profissionais de saúde, mas isso vai demorar. A urgência é agora, é hoje. Há uma sobrecarga de trabalho desumana e ainda faltando equipamentos de trabalho, como também equipamentos pessoais”, disse Fernando, nesta quarta-feira, 26. “Também precisa fazer sanitização nos prédios de saúde da cidade, principalmente no PS que reúne pessoas contaminadas, e nos locais onde as pessoas estão sendo vacinadas, como UPAs e UBSs”, disse.
 
Fernando disse que visitou o Pronto-socorro Infantil nesta quarta-feira e que o local também sofre com a defasagem de funcionários. “A demanda está grande e a defasagem de funcionários no Pronto-socorro Infantil também é de 50%, e quem está trabalhando está sobrecarregado. Há falta de um infectologista para dar as orientações às pessoas sobre a pandemia.”
 
O Pronto-socorro Adulto, transformado em Centro de Referência de Covid, vem sofrendo com superlotação de pacientes nesses últimos meses. A média de atendimentos diários está em cerca de 500 pessoas. Com a falta de leitos na rede pública, várias pessoas estão internadas na própria unidade à espera de vagas em hospitais de Franca e região. Já foram registradas mortes de profissionais de saúde que trabalhavam no local, além de outros que estão afastados do trabalho contaminados pelo vírus.
 
A reportagem procurou a Prefeitura, através da assessoria de imprensa, para comentar a representação do Sindicato junto ao MPT, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

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