VILA APARECIDA

Cachorros atacam populares e são mortos pela polícia

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Kaique Castro/GCN
Cães estavam na praça da República, na rua Minas Gerais
Cães estavam na praça da República, na rua Minas Gerais

Dois cachorros morreram após atacarem populares e serem baleados por policiais militares no fim da tarde desta terça-feira, 25, na rua Minas Gerais, na Vila Aparecida, em Franca.

Segundo informações colhidas no local, os animais são de moradores de rua que frequentam a praça da República, e estavam atacando pedestres e motociclistas que passavam pela Minas Gerais e avenida Presidente Vargas.

Na tarde de hoje, um dos cachorros atacou uma motociclista que precisou ser socorrida por populares. No momento da prestação de socorro, uma viatura que estava em patrulhamento pela região passava pelo local e foi chamada pelos populares.

"Fiz contato com a mulher que foi mordida pelos animais e pedi para ela se deslocar até o pronto-socorro. Neste instante, fiz contato com o dono dos animais, que disse que não tinha lugar para guardá-los e que os animais iriam continuar ali. Durante a ocorrência, fiz contato com o Copom para solicitar à Prefeitura, para ver se havia algum órgão para recolher os animais. Fui informado que eles só recolheriam os animais se tivesse alguma vítima ou animais agressivos", disse o sargento Thiago Pereira.

O policial militar, com a negativa do Canil, aguardou no local. Foi quando um dos animais atacou outro motociclista.

"Pedi urgência no comparecimento do Canil, haja vista que tinha vítimas e os cachorros estavam avançando nas pessoas. Nesse momento, um motociclista passou e os cachorros maiores avançaram nele, agarraram a perna. Para resguardar a vida do motociclista, eu efetuei dois disparos nos animais", continuou o sargento.

Os tiros atingiram dois animais. Um morreu na hora e o outro, após ser socorrido por populares a uma clínica veterinária.

De acordo com vizinhos, os ataques dos animais eram constantes naquela região.

"Os cachorros são grandes e violentos. Quando um pedestre ou um motociclista passava, eles atacavam as pessoas. Em meia hora, eles morderam cerca de cinco pessoas. Conscientemente, os policiais passavam no momento de um dos ataques e pedimos o socorro para eles. Na hora que os policiais foram prestar socorro para a mulher, os cachorros começaram a atacar quem estava na praça", disse o comerciante Rogério Aureliano de Souza, 43 anos.

Pessoas que estavam no momento da atuação dos policiais afirmaram que os cachorros atingidos são os mesmos que atacaram várias pessoas na região do Centro, nos últimos meses.

"Ele é um animal de rua, que fica privado de muitas coisas, às vezes, até de alimentação e de cuidados básicos. Teve uma ONG que tentou resgatar esses animais, mas o animal estava realmente um pouco agressivo e fugia. O Canil poderia ter agido nesse caso já antecipadamente, para que isso não tivesse acontecido", disse a protetora de animais Sabrina Vieira. "Pela vida que se foi, é um exagero. De repente, o caso estava avançando, são vários fatores... Cadê o canil? Deveria ter tentado outras vias, não chegar atirando. E outra, atirar nos dois cachorros. Será que os dois estavam avançando mesmo?”, continuou.

O caso foi apresentado na CPJ (Central de Polícia Judiciária), onde a vítima que foi mordida pelos animais se apresentou e deu sua versão do caso.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o Canil Municipal não recebeu ligações do Copom. A única ligação envolvendo o caso - informou - foi da Guarda Municipal para a remoção do animal morto.
 
Ainda de acordo com a Prefeitura, um decreto municipal proíbe que o Canil retire animais das ruas sem um boletim de ocorrência e um laudo médico apresentado pela vítima.

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