A decisão do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) de implementar o "lockdown" na cidade impactou todos os setores francanos, desde econômicos, até sociais e religiosos. Todas essas áreas, como comércio, indústria, missas, cultos e outras atividades religiosas deverão estar paralisadas a partir desta quinta-feira, 27 de maio. Por isso, reações foram geradas pelos representantes destes setores e da população, que se mostraram favoráveis às medidas rigorosas.
A grande maioria desses representantes participou de reuniões com o chefe do Executivo. Nelas, puderam expressar suas necessidades e entender o motivo do prefeito. Tarciso Bôtto, presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), foi um dos que estiveram presentes. Ele disse que o cenário epidemiológico apresentado pelo prefeito é bastante preocupante, por isso, o setor decidiu apoiar as medidas mais duras para combater a disseminação da pandemia.
“O sistema de saúde está extremamente pressionado, gerando risco de vida à nossa população. Diante disso, chegamos à suspensão das atividades econômicas, infelizmente. Precisamos preservar vidas, reduzir os índices na área de saúde, para reabrimos as empresas o mais rápido possível.”
A grande maioria desses representantes participou de reuniões com o chefe do Executivo. Nelas, puderam expressar suas necessidades e entender o motivo do prefeito. Tarciso Bôtto, presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), foi um dos que estiveram presentes. Ele disse que o cenário epidemiológico apresentado pelo prefeito é bastante preocupante, por isso, o setor decidiu apoiar as medidas mais duras para combater a disseminação da pandemia.
“O sistema de saúde está extremamente pressionado, gerando risco de vida à nossa população. Diante disso, chegamos à suspensão das atividades econômicas, infelizmente. Precisamos preservar vidas, reduzir os índices na área de saúde, para reabrimos as empresas o mais rápido possível.”
Outro representante do setor econômico que participou das reuniões com o prefeito foi o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, que se mostrou de acordo com os argumentos do Executivo para adoção destas medidas mais rigorosas. Ele, porém, disse que a paralização agravará ainda mais a situação da indústria de calçados.
"Não sabemos o que vai acontecer no fim de tudo isso. Realmente, vai fragilizar ainda mais as indústrias. Tem várias fábricas com exportações engatilhadas e vão tentar renegociar datas. É uma situação realmente muito preocupante. A situação é grave, precisam ser tomadas medidas duras, mas, infelizmente, vai nos fragilizar."
Além dos representantes do setor econômico, os vereadores também foram convocados para conversar com o prefeito. O vereador Gilson Pelizaro (PT), vice-presidente da Câmara Municipal e membro da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Covid, destacou que o prefeito já havia feito uma exposição da situação calamitosa da pandemia na cidade aos parlamentares. Mas que ele próprio já pedia uma atitude mais firme de Alexandre Ferreira.
“A gente sabe que o índice de transmissão do vírus é muito grande, o segundo do Estado, e medidas mais drásticas tenham que ser tomadas. O prefeito falou que agora é guerra contra o vírus e, como em toda guerra, precisa colocar todos os esforços do orçamento do município, dos recursos, para fazer o combate à doença. Tem que criar um comitê de crise junto ao gabinete pra que todos os esforços da administração sejam no sentido de combater o coronavírus. Tomara que nos próximos 15 dias a gente consiga diminuir o risco de contaminação em nossa cidade.”
“A gente sabe que o índice de transmissão do vírus é muito grande, o segundo do Estado, e medidas mais drásticas tenham que ser tomadas. O prefeito falou que agora é guerra contra o vírus e, como em toda guerra, precisa colocar todos os esforços do orçamento do município, dos recursos, para fazer o combate à doença. Tem que criar um comitê de crise junto ao gabinete pra que todos os esforços da administração sejam no sentido de combater o coronavírus. Tomara que nos próximos 15 dias a gente consiga diminuir o risco de contaminação em nossa cidade.”
O vereador Carlinho Petrópolis (MDB) destacou que a questão não é ser favorável ou contra o lockdown e sim todos ter como meta salvar vidas, buscar melhorar as estruturas no setor da Saúde. “Precisamos agir rápido. Sabemos que passamos por dificuldades em vários setores, com todo mundo precisando trabalhar, mas agora a meta é cuidar da família. Ficar em casa é o melhor remédio. Não podemos ficar nesse abre e fecha. Temos que ter atitude e união para obtermos melhores resultados.”
Representantes religiosos também comentaram a decisão do lockdown. Bispo da Diocese de Franca, Dom Paulo Beloto disse que a Igreja Católica seguirá as medidas, por elas serem a favor da preservação da vida. "Nesse momento que estamos vivendo, damos nossa resposta de apoio. Sabemos que não é nada fácil para as autoridades que governam, autoridades sanitárias e profissionais de saúde, que devem estar exaustos. Então, nós acolhemos. Estamos em um clima de profunda oração. Pedindo que Deus tenha piedade de nós e nos ajude também a encontrar luz nesse caminho, para que possamos superar toda essa experiência. Nós, como igreja, apoiamos, estamos juntos e vamos colaborar no que for possível."
Diretora do Berçário Dona Nina, a líder espírita Rosinha Aylon também se mostrou a favor do lockdown. Além de reforçar que suas reuniões não ocorrem desde o início da pandemia, ela faz um apelo para que a população cumpra as determinações. "Nós, do Berçário Dona Nina, suspendemos as reuniões religiosas desde o começo da pandemia, mesmo quando foi autorizado pelo poder público, com 25% da capacidade. Por isso, eu sou muito a favor, pois temos que amar nosso próximo como nós mesmos. Deus está em qualquer lugar, no meio de nós e em todos nós. Portanto, não há necessidade de frequentarmos, se temos nossa fél"
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