Os jogos do Campeonato Paulista já foram palco de desfile para incontáveis craques que cravaram seus nomes no futebol brasileiro. São jogadores como Pelé, Pepe, Ademir da Guia, Luís Pereira, Pedro Rocha, Waldir Peres, Rivellino, Sócrates e Dener. Isso para citar apenas alguns.
Em determinado momento na história, ganhar o estadual era mais importante do que ser campeão de uma taça continental, como por exemplo a Copa Libertadores. Para alguém nascido nos últimos anos, é até difícil imaginar isso, mas a história não se altera. Ainda assim, seria errôneo dizer que as coisas continuam iguais.
Hoje em dia, os times de ponta do Brasil já não dão mais a mesma atenção para os campeonatos estaduais. Algumas equipes escolhem até mesmo disputa-los com seus times reservas, o que dura somente até o fim das primeiras fases. No mata-mata, a conversa é sempre outra.
Em 2018, após o Palmeiras sair derrotado na final por seu principal rival, o Corinthians, Maurício Galiotte, presidente do verdão, até tentou diminuir o Campeonato Paulista, o chamando de “Paulistinha”.
Nunca foi só um Paulistinha. Pelo menos não para quem sai vencedor. A vida mostraria isso ao próprio Galiotte no ano passado, quando o seu Palmeiras “se vingou” e triunfou sobre o Corinthians na final. A comemoração foi grande e, por mais que àquela altura os palmeirenses não soubessem, a conquista do título abriria as portas para uma das temporadas mais vitoriosas da história alviverde. O Paulistão foi importante.
Como também é imprescindível para o São Paulo, rival do Palmeiras na atual decisão. Sob o comando de um treinador que “arrumou a casa” e tem empolgado a torcida, o argentino Hernán Crespo, o tricolor tem chance de colocar fim a um jejum de conquistas que já dura quase nove anos e trazer um pouco de paz ao coração são paulino.
No final das contas, nenhum time tem o direito de se referir ao Campeonato Paulista com algum termo diminutivo. Por mais que já não tenha o mesmo valor que nas décadas passadas, o torneio continua sendo importante tanto para quem vence quanto para quem sai de mãos abanando.
Neste domingo, 23, São Paulo e Palmeiras decidem de vez quem vai comemorar o Paulistão de 2021. A partida acontece no estádio do Morumbi, às 16h. No jogo da ida, realizado no Allianz Parque, empate por 0 a 0. Qualquer vitória simples dá ao vencedor o grito de campeão. Em caso de acontecer nova igualdade no placar, não importa a quantidade de gols, a decisão vai para as penalidades.
O Palmeiras quer defender o título. O São Paulo quer sair da fila. Paulistinha para quem?
Segunda decisão na história
Os dois clubes paulistas voltam a se enfrentar em uma final de campeonato depois de quase três décadas. A primeira e única vez que São Paulo e Palmeiras decidiram um torneio foi em 1992, pelo mesmo Paulistão. Na ocasião, o tricolor, à época contando com craques como Raí, Cafu, Müller e Toninho Cerezo, foi quem levantou o caneco.
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