O alto número de furtos de fios e cabos de cobre vêm causando sérios prejuízos à população francana. Com isso, o SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil realizou nesta quinta-feira, 20, uma reunião com proprietários de Ferros-Velhos da cidade, alertando sobre as responsabilidades em caso de compras destes materiais. O objetivo é diminuir este tipo de crime em Franca.
Segundo o delegado Eduardo Lopes Bonfim, a reunião teve o objetivo de alertar os proprietários sobre o aumento desses tipos de furto na cidade, além de orientá-los para que não comprem fios de origem duvidosa. “Só há o furto porque há o receptador pra comprar. Se não tem quem compre, não tem porque o ladrão furtar. Então colocamos para eles as consequências de comprar produtos furtados. Além de ficarem cientes sobre o que está acontecendo. Então, pedimos para que eles não comprem mais esses fios se não for de uma pessoa idônea. Quem são essas pessoas idôneas? Eletricistas, que fazem umas reformas em casa, pessoas que trabalham com esse tipo de material”, disse.
Ainda de acordo com o delegado, nos últimos meses o transtorno aumentou após os criminosos começarem a furtar fios de fibra ótica, que não têm valor de mercado. A Cadeia Pública do Guanabara e o Pronto Socorro "Álvaro Azzuz" ficaram sem internet e telefone por mais de 12 horas, após um grande furto na região do Moema.
“Os fios de fibra ótica não têm valor nenhum para os criminosos. Mas mesmo assim a população se prejudica, porque fica sem o serviço prestado por essas operadoras. Falamos também sobre o furto em residências. Isso tudo quem paga no fim é a população. Com isso, eles (os proprietários dos ferros-velhos) não colaboram só com a Polícia, mas sim com a cidade”, completou Eduardo Lopes.
“É impossível um hospital que está tratando de pessoas com covid-19 ficar sem internet e telefone por mais de 12 horas. É a mesma coisa de roubar os fios de energia do hospital. É um absurdo. Porque esses fios furtados provavelmente foram vendidos nestes tipos de locais. Porque há quem compra”, continuou o delegado.
Os mais de 40 proprietários que compareceram à reunião assinaram uma ata, onde tomaram ciência das consequências da receptação dolosa - quando o proprietário compra algo sabendo da sua irregularidade - e quem for pego pode pegar de 3 a 6 anos de cadeia. Os materiais mais furtados na cidade, também, foram mostrados aos donos de ferros-velhos. “A polícia vai agir com todo vigor. Então colocamos isso para eles. O pouco que eles ganham terão que gastar com advogados, além de ficar longe da família. Porque vão responder um processo e podem ficar um bom tempo na cadeia” finalizou o delegado.
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