NEGATIVA

Estado descarta novos leitos de UTI em Franca; Prefeitura tenta desenvolver plano de ação

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pedro Baccelli/GCN
Dezenas de pessoas aguardaram atendimento no pronto-socorro na última terça-feira, 18
Dezenas de pessoas aguardaram atendimento no pronto-socorro na última terça-feira, 18
O Governo do Estado de São Paulo descartou a instalação de novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em Franca. A declaração foi retirada de material disponibilizado pela deputada estadual Delegada Graciela (PL). Segundo a assessoria de imprensa da parlamentar, durante videoconferência, o coordenador estadual de Saúde, Osmar Mikio, disse que é difícil abrir novos leitos devido à falta de estrutura dos hospitais da região.

A negativa vem em um momento que o Pronto-socorro Municipal "Álvaro Azzuz" tem 57 pessoas reguladas à espera de um leito, sendo 31 aguardando vagas de UTI e 26 de enfermaria. 

Na mesma reunião, Mikio teria colocado o Estado à disposição da Prefeitura para a abertura de um Hospital de Campanha, mas apenas com leitos de enfermaria. "Fazemos o compromisso de pagar R$ 300 por dia por leito, ou seja, se forem abertos 30 leitos, o governo vai pagar R$ 270 mil por mês", disse o coordenador na reunião com a deputada.
 
Na semana passada, em resposta ao portal GCN, o Estado também dividiu a responsabilidade da implementação de novos leitos de UTI com a Prefeitura. “A ativação de novos leitos não é prerrogativa exclusiva do Estado, mas também da União e das Prefeituras, uma vez que o município possui autonomia para abertura de hospitais de campanha em seu território”, explicou, por meio de nota. 
 
A mesma informação foi dada pelo coordenador, ao comentar a possibilidade da implantação de um Hospital de Campanha no espaço do IMA (Instituto de Medicina do Além). Ele disse que, por se tratar de um imóvel particular, o Estado não pode intervir. 
 
Alternativas
Em busca de alternativas, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) tem mantido frequentes reuniões com os secretários municipais. Todas as opções estão na mesa, inclusive, a implementação de um lockdown, mesmo negando essa possibilidade em ocasiões anteriores. 
 
Os vereadores também participaram de reuniões recentes. Além disso, o presidente do Conselho de Administração da Santa Casa, Luís Aurélio Prior, esteve presente. 
 
Uma das mais recentes possibilidades discutidas é a adoção de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para implementação de uma Ala Covid, assim como foi feito na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Aeroporto. 
 
O prefeito tenta também adaptar o plano para instalar novos leitos de UTI no IMA, que foi apresentado há um tempo ao Estado. A maior dificuldade é o tempo, estimado em três meses, além do orçamento necessário de R$ 10 milhões.

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