Antes de anunciar as novas restrições no combate à pandemia do coronavírus, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) convocou uma reunião urgente com vereadores e representantes do comércio, no início da tarde desta terça-feira, 18. Grande parte dos parlamentares concordou com as propostas do chefe do Executivo. “Não era a forma que queríamos, mas, infelizmente, nossos hospitais e prontos-socorros estão todos lotados”, disse Marcelo Tidy (DEM).
Tidy reconheceu que alguns setores podem ser prejudicados. Ainda assim, é momento de juntar forças no combate ao vírus, defende ele. “Se não tivermos alguma ação nesses próximos dias, tememos uma calamidade (...) Nesse momento, é uma decisão sábia do prefeito, que contou com o apoio de toda Câmara.”
Líder do prefeito na Câmara, Ilton Ferreira (PL) afirmou ser um consenso a recusa pelo lockdown. “Todos nós percebemos que neste momento não é necessário um lockdown. Mas sim, medidas restritivas para que a gente saia dessa situação caótica em que estamos.”
Para Carlinho Petrópolis (PL), a cidade vive um colapso e as medidas chegam em boa hora. “A cidade está em colapso total, principalmente, no setor da saúde. São mais de 50 pessoas na fila de espera por leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). A gente precisa tomar providências urgentes para que vidas não sejam tomadas dentro de pouco tempo.“
O vereador Gilson Pelizaro (PT) defende o endurecimento das ações. “Já coloquei o meu posicionamento na Câmara. Defendo medidas mais restritivas ainda. Mas, a gente respeita a opinião do prefeito, que está tentando fazer algo para coibir essa transmissão.”
Pelizaro cobra uma avaliação dos impactos que serão causados. Para ele, caso necessárias, medidas mais severas devem ser tomadas. “Acho que não podemos vacilar, porque a doença está aí e é muito grave a situação que a cidade está vivendo hoje”, completou.
Zezinho Cabelereiro (PP) é contra o fechamento de comércios, mas cobra providências. “O prefeito tem que tomar providências. Hoje, vivemos um caos muito sério. Não temos leitos para internar ninguém. O prefeito precisa tomar algumas medidas. Não tão rigorosas, quanto nos últimos decretos que ele fez”, finalizou.
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