Uma situação cada vez mais crítica se desenha no Pronto-socorro Municipal "Álvaro Azzuz". Por conta da grande lotação nos hospitais públicos, 56 pessoas estão em observação no PS, sendo 51 aguardando leitos - 31 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sendo oito intubados, e 20 de enfermaria. Além disso, dia após dia, a unidade convive com um grande número de francanos aguardando atendimento com suspeitas de covid-19. Nesta segunda-feira, 17, as cadeiras dispostas na sala de espera estavam todas lotadas. Quem chegava precisava aguardar em pé ou na fachada.
A maioria das pessoas sentadas já estava lá há mais ou menos duas horas. Algumas nem tendo noção de quando seriam chamadas. No caso dos funcionários do PS, a correria era intensa. A todo momento, enfermeiros corriam pelos corredores.
O técnico de enfermagem William de Freitas Santana, de 36 anos, apresentava vários sintomas, como dor de cabeça, garganta e peito, fraqueza e não sentia nenhum gosto. Ele conta que estava há quase três horas na espera e se mostrou bem indignado. "Está uma pouca vergonha aqui. Eles não atendem. Tem gente morrendo ou esperando por vagas. É complicado", disse.
Ao contrário de William, que estava sentado, Vera Lemes, de 22 anos, precisou aguarda na fachada do PS, já que não tinham cadeiras vagas. Ela conta que já estava esperando há uma hora e não tinha expectativa de ser atendida rapidamente. "Eu acho lamentável. É um momento que a população mais precisava dessa atenção e não temos visto uma preocupação da Prefeitura pela saúde pública", disse.
Além da espera para os atendimentos, no Centro de Testagem de Covid-19, também no pronto-socorro, formava uma intensa fila. Por volta das 13h, pelo menos 30 pessoas aguardavam para realizar os exames.
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