COLAPSO

Alexandre diz que está trabalhando por mais leitos, mas evita anunciar novas medidas

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Prefeito reforçou o drama em que cidade vive atualmente
Prefeito reforçou o drama em que cidade vive atualmente

A gravidade da situação da covid em Franca chegou ao extremo. Com 100% de lotação dos leitos na rede pública, 56 pacientes estão no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” em observação médica. Destes, 51 desses precisam de uma vaga em ambiente hospitalar. Em vídeo publicado nas redes sociais na manhã desta segunda, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) enfatizou, mais uma vez, o colapso na saúde e cobrou do Estado a abertura de mais leitos.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Alexandre falou sobre a situação dramática e separou trecho de uma declaração do governador João Doria (PSDB) em que ele afirma que não faltarão leitos na região. “Portanto esperamos, principalmente com a ação judicial, que o Estado faça a sua parte, para que a gente possa ajudar na abertura de leitos, que é responsabilidade dele”, disse, afirmando estar disposto a ajudar na montagem de um hospital de campanha.

No entanto, na ação judicial que o prefeito se refere, o juiz Aurélio Miguel Pena sinalizou na sua sentença que se trata de uma situação “complexa” e que a instalação de leitos adicionais não resolveria a situação atual em que vive a região, pois não há indícios que se abertas as novas vagas, não surja a necessidade da criação de tantas outras, o que levaria a um “ciclo vicioso”. Sendo assim, negou a obrigatoriedade do Estado na instalação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Apesar de, até o momento, evitar adotar novas medidas, o prefeito falou sobre a operação de fiscalização que começou na última quinta-feira, 13. “Nesse final de semana, intensificamos as ações da Patrulha Covid e vários bares foram interditados por não terem cumprido as regras. Vejam só, nós não estamos impedindo ninguém de trabalhar e ganhar o seu dinheiro, apenas exigindo que as normas sejam cumpridas para que a gente possa salvar as vidas, salvar as pessoas. Cumprindo as regras, estabelecimento nenhum será interditado”.

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