UTI COVID

Estado sugere que Prefeitura abra hospital de campanha e divide responsabilidade

Por Heloisa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Arquivo/GCN
Corredor do Hospital da Caridade: local é opção para hospital de campanha
Corredor do Hospital da Caridade: local é opção para hospital de campanha
Em Franca, a abertura de novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) não é mais uma questão preventiva, nem mesmo uma alternativa para atender os pacientes com relativa tranquilidade. Nesta quinta-feira, 87 pessoas estão internadas nas UTIs dos hospitais da cidade, entre públicos e privados, e outras 22 seguem no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” aguardando uma vaga em unidades intensivas. De acordo com o prefeito Alexandre Ferreira (MDB), a intenção é abrir 40 novos leitos, mas as tratativas dependem do Estado. Já o Estado diz que responsabilidade também é do município e da União. 
 
O governo municipal caracteriza como grave a situação que a cidade enfrenta atualmente. Há meses, existe a pretensão de transformar o IMA (Instituto de Medicina do Além) em um hospital de campanha, mas atribui a responsabilidade ao governo estadual e o culpa pela demora no processo. “O Estado é o único responsável por oferecer vagas de internação de UTI e enfermaria nos hospitais”, disse Alexandre em um vídeo publicado na última segunda-feira, 10. 
 
Em resposta, o Governo de São Paulo afirmou que o compromisso não é somente do Estado. “A ativação de novos leitos não é prerrogativa exclusiva do Estado, mas também da União e das Prefeituras, uma vez que o município possui autonomia para abertura de hospitais de campanha em seu território”, informou por meio de nota. O Estado ainda frisou que mantém um serviço como esse em Franca, que funciona no AME (Ambulatório Médico de Especialidades).

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