Os policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) investigam a morte do contador Alexsander Terêncio, de 45 anos, que foi executado na manhã desta terça-feira, 11, com ao menos três tiros a queima-roupa, dentro de um escritório de contabilidade, na avenida Moacir Vieira Coelho, no Jardim Redentor, zona Norte de Franca.
Desde o momento do crime, os investigadores estão em diligências para tentar identificar os autores do crime, que seguem foragidos. Câmeras de segurança de lojas vizinhas ao escritório registraram a dupla, numa moto, momentos antes do crime. Um terceiro rapaz, que solta fogos de artifício numa praça ao lado do escritório onde Alexsander foi executado, aparentemente numa ação coordenada para impedir que os disparos fossem ouvidos, também foi captado pelas câmeras e é suspeito de integrar o grupo de assassinos.
Nas imagens, que apontam 9h17 da manhã, é possível ver um homem andando com uma caixa nas mãos. Em seguida, ele entra na praça da Juventude, que fica na rua José Maria Jacinto Rebelo, que cruza a avenida. No momento em que o rapaz desaparece das imagens, dois homens em uma motocicleta surgem.
Segundos depois, o garupa desce da moto e atravessa a rua, no sentido ao escritório. O piloto da moto aguarda na esquina por cerca de dois minutos, quando começa a queima de fogos. Logo após é possível ver uma nuvem de fumaça aparecendo e, em seguida, o motociclista sobe a rua e pega o comparsa.
Uma outra imagem mostra o suspeito entrando no escritório de contabilidade - nesse momento, ele sobe até o primeiro e único andar do local, e executa o contador. O relógio da câmera de segurança aponta 9h21. Não é possível ver o momento da fuga, já que escadas de um estabelecimento comercial atrapalham a visão da esquina, por onde eles fugiram.
Segundo o delegado Márcio Murari, que está à frente das investigações, Alexsander foi atingido por três disparos no rosto e no peito. Nada foi roubado. Vizinhos disseram que o escritório estava de mudança e a vítima ajudava nos preparativos. A hipótese mais provável é que Alexsander Terêncio tenha sido executado num “acerto de contas”.
Os investigadores da DIG passaram o dia em busca de informações que possam levar aos assassinos. A única hipótese descartada pela polícia, no momento, é de um Latrocínio (Roubo Seguido de Morte).
Alexsander trabalhava num escritório de contabilidade. Ele trabalhava para o chefe de sua namorada, que é cuidadora de idosos e acompanha a mãe do empresário. A vítima e sua namorada não trabalhavam juntos.
Maria Marcelina, tia da namorada do contador, disse que havia conversado ontem, 10, com ele, e não tem ideia do que possa ter motivado o crime. Segundo ela, além de Alexsander, o proprietário do escritório também trabalhava no local. “Ele (Alexsander) me mandou uma mensagem falando que conseguiu imprimir um boleto pra mim. Eu falei com ele ontem, depois do almoço. Foi uma surpresa. Eu realmente não sei o que aconteceu. Ele trabalhava com o dono do escritório”, disse.
Nenhum vizinho do escritório percebeu a movimentação criminosa. A única coisa que chamou a atenção dos vizinhos foram os minutos de fogos de artificio, pouco depois das 9 horas. Um morador filmou o momento dos fogos.
A vítima
Alexsander Terêncio, 45, era contador, mas foi na política que construiu grande círculo de amizades. Por anos participou da executiva do PT, em Franca. Foi também assessor parlamentar do médico Lavínio Camarin durante seu mandato de vereador em Franca, também pelo PT. Fez parte ainda da equipe do deputado federal Arlindo Chinaglia, do mesmo partido.
“Alex era um amigão. Fiquei chocado, surpreso com esta notícia. Esperamos que as motivações do crime sejam esclarecidas rapidamente”, disse o vereador Gilson Pelizaro (PT). Há três anos, Alexsander havia se afastado da política partidária e não era mais filiado ao Partido dos Trabalhadores.
O corpo de Alex foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal) e vai ser velado na manhã desta quarta-feira, 12, às 10 horas, no memorial Nova Franca. Seu sepultamento está previsto para acontecer às 14 horas no cemitério Santo Agostinho.
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