Seguindo o cronograma de imunização do Governo de São Paulo, a Prefeitura de Franca deu início à vacinação contra a covid-19 em puérperas - mães até 45 dias após o parto -, transplantados imunossuprimidos e outras comorbidades nesta terça-feira, 11. Apesar de pouco movimentada, por se tratar de públicos específicos, a vacinação gerou grande confusão em parte daqueles que procuravam os postos.
Na UBS do Paulista, onde estavam sendo vacinados os transplantados com órgãos sólidos e medula óssea imunossuprimidos, a todo momento pessoas chegavam acreditando estarem entre o público-alvo, mas, após apresentação do laudo, eram avisados pelas enfermeiras que não faziam parte do grupo e iam embora.
De acordo com uma enfermeira, a grande confusão se deu pelo termo imunossuprimidos. O grupo abrange várias pessoas, mas, neste momento, são apenas para transplantados imunossuprimidos.
Um dos casos é o de Luciene Bento, de 48 anos, que acreditava que seu irmão, portador de doença renal crônica, poderia ser vacinado. A confusão, segundo ela, se deu pela falta de especificação no site da Prefeitura. “Eu vi no site, mas fiquei bastante confusa. Aí cheguei aqui e elas (enfermeiras) disseram que ainda não está no cronograma.”
Até mesmo para aqueles que se enquadravam no público houve problemas. Gisele Carrijo Barbosa, de 38 anos, é transplantada renal há cinco anos, mas, ao apresentar o laudo, não pôde tomar a vacina, devido o documento não ser de Ribeirão Preto (cidade onde ela fez a cirurgia). “Levei um laudo do médico daqui de Franca e chegando lá me disseram que tinha de ser um laudo de Ribeirão Preto (local da cirurgia).”
Em casa, ela resolveu ligar na cidade vizinha e disseram que ela poderia levar uma receita das suas mediações para comprovar. Foi quando ela voltou até a UBS e teve, novamente, a vacina negada. Por conta disso, ela se mostrou bastante indignada. “Por que várias pessoas tomaram a vacina, não comprovando nada, não levando laudo e conseguiram tomar? E por que eu levando laudo e receita não consegui?”, questionou.
Consultada, a Prefeitura de Franca ainda não respondeu a respeito do caso.
Grávidas
Outro público-alvo que gerou assunto pela manhã foi o das grávidas com comorbidades. Conforme anunciado na segunda-feira, 10, elas poderiam ser vacinas junto com as puérperas nesta terça. Mas, após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) orientar que gestantes não fossem imunizadas com a vacina AstraZeneca/FioCruz, a Prefeitura decidiu por suspender a aplicação.
Em nota, a assessoria da Prefeitura comunicou que “considerando que a única vacina disponível, atualmente, para a primeira dose é a AstraZeneca/FioCruz, o município aguarda novas orientações do Ministério da Saúde e do Governo do Estado”.
A decisão foi anunciada ainda pela manhã, quando os locais programados já recebiam pessoas. Ainda assim, a Prefeitura afirma que nenhuma grávida foi vacinada, apenas puérperas.
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