Em pronunciamento nesta segunda-feira, 10, o prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB), alertou a população sobre a situação no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” para atendimentos de covid-19. No mesmo vídeo, ele afirmou as pretensões de instalar mais 40 leitos no Hospital da Caridade e culpou o governo estadual pela demora no processo.
Segundo Alexandre, o número de atendimentos no PS neste final de semana foi “assustador”. Nos últimos dias, em média, 40 pacientes com covid-19 ficaram internados no pronto-socorro à espera de transferência para hospitais da rede pública. Por dia, 8 novas pessoas dão entrada no PS à espera de internação.
Atualmente destinado apenas para atendimentos do coronavírus, o “Álvaro Azzuz” está com uma estrutura “quase hospitalar”, como afirmou o prefeito. Por isso, conseguem manter os pacientes sob cuidados até que uma vaga de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) seja liberada. Vagas que estão escassas na cidade.
Segundo o boletim das 16 horas desta segunda-feira da Santa Casa, há apenas um leito de enfermaria Covid disponível na rede pública. Todos os leitos de UTI estão ocupados. Os números divulgados pelo DRS-VIII (Departamento Regional de Saúde) também são preocupantes. A taxa de ocupação de UTIs Covid na região está em 94,5% hoje.
Para Alexandre Ferreira, a situação é grave e a falta de leitos em Franca é responsabilidade do governo estadual. “O Estado é o único responsável por oferecer vagas de internação de UTI e enfermaria nos hospitais. A situação é muito séria e precisamos da colaboração de todos neste momento.”
O prefeito quer transformar o Hospital da Caridade em um Hospital de Campanha para a covid-19. A perspectiva é que sejam abertos mais 40 leitos nesta transformação. “Fizemos duas reuniões para discutir a abertura desses leitos com o Ministério Público Federal e Estadual, além do DRS. Infelizmente, não apareceu ninguém representando o governador.”
Alexandre voltou a frisar que a responsabilidade de abertura de mais leitos é do Estado. “O que podemos fazer é auxiliar e nós já estamos fazendo isso. A Prefeitura comprou R$ 2 milhões em equipamentos para colocar no AME (onde funciona um Hospital de Campanha com 15 leitos de UTI e 3 de enfermaria).”
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