A primeira semana de maio já pode ser considerada uma das mais tensas de toda a pandemia. Em um período de cinco dias, os leitos de rede pública colapsaram e a quantidade de pacientes que precisam de atendimento hospitalar é cada dia maior. Nesta quinta-feira, 6, o número de pessoas que aguardam por uma vaga em leitos de hospital chegou a 42: são 24 aguardando para serem transferidos para leitos de enfermaria e 18 por UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Além da quantidade altíssima, o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” anunciou que está próximo de chegar à capacidade máxima de atendimento.
O número atual de pacientes à espera de uma vaga de UTI é 300% maior em relação à segunda-feira, 3, quando seis pessoas eram atendidas na unidade. Na terça, a quantidade caiu para cinco, mas a explosão de pacientes aconteceu nas últimas 48 horas.
O Pronto-socorro funciona como a maior porta de entrada para pessoas com covid-19 ou suspeita de estarem contaminadas pelo vírus. Desde domingo, 2, o local passou a atender exclusivamente pacientes com problemas relacionados às doenças respiratórias. Segundo a prefeitura, a mudança aconteceu devido à alta complexidade dos casos. Ainda assim, a administração do PS alerta que o limite de atendimento está cada vez mais perto.
Se a capacidade máxima for atingida, os pacientes não poderão contar nem com os atendimentos da unidade e muito provavelmente nem com vagas da região, já que o índice de ocupação do DRS-XIII (Departamento Regional de Saúde) de Franca está em 91%. O diretor do PS, Rafael Talarico, pede colaboração da população para que redobrem os cuidados. “Em uma festa, sempre cabe mais um. Na UTI, não”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.