DESPERDÍCIO

Butantan contesta Prefeitura e diz que menor rendimento das doses é prática incorreta na extração

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Instituto Butantan
Instituto Butantan nega que frascos tenham sido envazados com doses a menos
Instituto Butantan nega que frascos tenham sido envazados com doses a menos

Nessa segunda-feira, 3, a Prefeitura de Franca afirmou que os últimos sete lotes da Coronavac recebidos pelo Governo do Estado de São Paulo vieram com os frascos contendo menos doses do que o total previsto e, consequentemente, prejudicou o andamento da vacinação. O Instituto Butantan, no entanto, garantiu que o volume dos frascos permanece o mesmo - 5,7 ml - e que o relato se trata de uma falha na hora da extração das doses pelos vacinadores.

O conteúdo presente nas ampolas é o suficiente para a aplicação de 10 doses, ainda assim, com sobra de 0,2 ml por unidade. O Butantan afirmou que investigações foram feitas e a conclusão é que o menor rendimento da vacina se trata de uma prática incorreta no momento do uso das doses.

“Todas as notificações recebidas pelo instituto até o momento relatando suposto rendimento menor das ampolas foram devidamente investigadas, e identificou-se, em todos os casos, prática incorreta na extração das doses nos serviços de vacinação. Portanto, não se trata de falha nos processos de produção ou liberação dos lotes pelo Butantan”, disse o instituto à reportagem do GCN.

De acordo com a Prefeitura, o último lote recebido antes do início da vacinação dos idosos com 62 anos previa um rendimento de 2.520 doses, mas rendeu de fato apenas 2.229, ou seja, 291 doses a menos. O Butantan afirmou que “é importante que os profissionais de saúde estejam capacitados para aspiração correta de cada frasco-ampola, além de usar seringas e agulhas adequadas, para não haver desperdício”.

Um dos motivos para esses eventuais desperdícios pode ser caracterizado pelo tipo de seringa utilizada na vacinação. Seringas de volumes superiores, como de 3ml ou 5ml, podem gerar dificuldades técnicas para visualizar o volume aspirado. Outro fator importante é a posição correta do frasco e da seringa no momento da aspiração.

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