A ciclicidade da Lua me faz entender sobre os meus próprios ciclos.
Assim como ela, também tenho as fases nova, crescente e cheia; onde a inspiração, produtividade, ideias, ações fluem com velocidade. Me sinto renovada e pronta para enfrentar os desafios.
Mas da mesma maneira, entendi que também carrego a fase minguante. E assim como a Lua, também preciso recuar, me resguardar, repousar e permitir com que a minha luminosidade reduza.
Por razões variadas, a nossa mente, nossa alma e nosso corpo, vez ou outra precisam de licença.
Existem aqueles dias em que simplesmente a criatividade não flui. O corpo pede sofá e cama sempre que possível. A produtividade cai. Os ânimos cedem. Minguamos. E está tudo bem não estar tudo bem todos os dias.
Às vezes tudo o que precisamos é abraçar a ideia de que não somos robozinhos e não funcionamos na nossa capacidade máxima a todo instante. Aceitarmos que os dias nem tão bons assim, também fazem parte dos nossos dias. Respeitarmos o nosso corpo que pede sossego, a nossa mente que pede paz. E respiramos um pouco de leveza, até a nossa lua terminar de minguar e iniciar sua fase nova, pronta para recomeçar um novo ciclo cheia de brilho.
Está tudo bem fazer as coisas do jeito que dá, quando é só isso o que podemos oferecer. Somos humanos, e nessas condições, somos eternos aprendizes. E uma excelente professora é a lua.
Olhar para o céu e entender como funciona para ela, é uma chance de entender um pouquinho de como funciona para nós. E minguar faz parte, tão parte quando crescer e brilhar por inteiro na sua melhor e maior forma.
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