A Polícia Civil de Franca está investigando o uso de perfis falsos nas redes sociais para a prática do 'Golpe dos Nudes'. De apenas um homem, os criminosos conseguiram mais de R$ 70 mil. Uma organização criminosa do Rio Grande do Sul é especialista neste tipo de crime em todo Brasil e, agora, vários francanos estão sendo atraídos pelo golpe.
Segundo o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Márcio Murari, o perfil que os criminosos procuram é de pessoas de mais idade, geralmente casados ou compromissados. O golpe começa pelo Facebook, quando as vítimas são adicionadas por mulheres atraentes. “A maioria das vítimas são pessoas idosas. Elas são adicionadas por fakes que têm fotos de moças jovens e bonitas. Essas moças, que na verdade são os criminosos, iniciam a conversa com as vítimas. Se dizem interessadas em manter um relacionamento e acabam mandado uma foto. Quando a foto é encaminhada, elas pedem uma foto íntima das vítimas e, nesse momento, o golpe se inicia”, explica Murari.
A partir do momento que os criminosos conseguem a foto das vítimas, outros membros da quadrilha entram no golpe. As vítimas são contatadas por um falso policial, que alega uma suposta investigação por pedofilia, para praticar a extorsão. “Eles entram em contato com as vítimas se passando por policiais do Sul do país. E começam a exigir quantias em dinheiro, caso contrário, eles ameaçam vir com um mandado de prisão. Eles alegam que as vítimas são menores de idade e que o dinheiro é para encerrar o processo ou ajudar a família carente da ‘jovem’”, continua o delegado.
Em Franca, vários homens procuraram a sede da DIG para relatar que trocaram fotos íntimas com uma mulher e, depois, passaram a ser extorquidos a pagar quantias que variaram entre R$ 9 mil a R$ 70 mil. “A investigação já está adiantada. Temos casos de pessoas que perderam R$ 70 mil, R$ 40 mil, R$ 9 mil, uma infinidade de valores. Conversamos com a Polícia Civil dos outros Estados e eles já sabem desses casos. Têm investigações em andamento por lá e a intenção deles também é prender esses criminosos, que se passam por policiais”, continuou Murari.
Um inquérito foi instaurado e a Polícia Civil tenta identificar os membros da quadrilha. Por vergonha, algumas vítimas não procuram a polícia. As pessoas que procuraram já estão sendo atendidas e todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas pela delegacia. Márcio Murari faz um alerta e diz que as vítimas devem procurar as autoridades e nunca realizar pagamentos. “A rede social é uma ferramenta bastante útil, mas também muito perigosa. Primeiro evite expor fotos para pessoas que não conheça. E segundo, se isso acontecer, procure a Delegacia de Polícia antes de fazer qualquer depósito”, finaliza o delegado.
Como se prevenir de golpes na internet
Além do Golpe do Facebook, um outro crime vem causando diversos prejuízos e dores de cabeça a várias pessoas, que é o Golpe do WhatsApp Clonado. Com a pandemia, o fluxo de vítimas que procuram a polícia aumentou.
Além do Golpe do Facebook, um outro crime vem causando diversos prejuízos e dores de cabeça a várias pessoas, que é o Golpe do WhatsApp Clonado. Com a pandemia, o fluxo de vítimas que procuram a polícia aumentou.
Neste golpe, o criminoso normalmente se passa por uma empresa conhecida do usuário, como lojas e bancos, ou manda uma mensagem pedindo alguns números que a pessoa receberá via torpedo/SMS. O golpista, então, entra em contato com o usuário por ligação e solicita os números que foram enviados. “A partir do momento que você reenvia os números, você perde o total controle do seu aplicativo no celular. Ao perceber o golpe, você tem que tentar desativar o aplicativo e instalar novamente até conseguir. Caso a pessoa não consiga reinstalar o aplicativo, tente entrar em contato com sua operadora e informe que seu aplicativo foi clonado”, disse o delegado da DIG.
Com o controle do aplicativo, os criminosos têm acesso total à lista de contato das vítimas. Assim, eles começam a pedir dinheiro para amigos e familiares. É necessário ter muita atenção para que seu aplicativo não seja clonado. O SMS que chega no celular não deve, de forma alguma, ser compartilhado com terceiros. Ele é o código de verificação que permite instalar o aplicativo mensageiro no celular, seja do proprietário da conta ou do golpista.
Uma forma de dificultar o trabalho dos criminosos é ativar a verificação em duas etapas em seu aplicativo. Este recurso é opcional e adiciona uma camada extra de segurança à sua conta do WhatsApp. Com ele, o usuário cria uma senha temporária para verificar a sua identidade.
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