SITUAÇÃO DE RUA

Secretária sinaliza Centro Pop na Formosa; unidade terá pernoite

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Antigo prédio do CSU em reforma
Antigo prédio do CSU em reforma
Depois de mais de um ano desativado, o Centro Pop deve voltar a atender a população em situação de rua, em nova localização, com readequações e novos serviços. Apesar de ainda não confirmar oficialmente, a secretária de Ação Social, Gislaine Liporoni, sinalizou que a unidade deve mesmo ser transferida para o prédio do antigo CSU (Centro Social Urbano), na Vila Formosa. Segundo ela, o espaço é o mais adequado para atender a população. 
 
Desde o anúncio de que o Centro Pop seria transferido para o bairro, moradores da região têm se mobilizado e protestado contra a instalação da unidade do Centro Pop no CSU. “Manter na região Central é uma condicionalidade do Centro Pop. A pessoa em situação de rua não tem um transporte para se deslocar e não podemos isolar (os moradores de rua) da convivência social. O espaço na Vila Formosa é o que se adequa e sabemos que na última casa aconteceram várias situações. Então, lá é o mais adequado”, disse Gislaine.
 
A secretária defende o diálogo com os moradores do bairro para tentar encontrar maneiras de reduzir os impactos da presença dos moradores de rua na vizinhança. Uma audiência pública foi marcada para o dia 12 de maio. “Embora já tenhamos resultados da pesquisa que foi feita, a audiência vem na intenção de ouvir o que podemos fazer para reduzir esse sentimento. Pode ser que a gente crie a impressão de que vai aumentar isso ou aquilo e as próprias pessoas podem nos ajudar a mitigar isso”, explicou Gislaine.
 
Segundo ela, novos serviços serão oferecidos para a população em situação de rua que será atendida na unidade. Desde café da manhã, como já acontecia, passando pelo pernoite e até cursos e atendimentos jurídicos. “Teremos cursos, orientações até jurídicas, para que eles entendam as suas situações. E a nossa grande expectativa é que a gente consiga oferecer tratamento de dependência química”.
 
O atendimento será de oito horas diárias. “Nós funcionaremos por 8 horas. Mas será oferecido naquele mesmo espaço o pernoite, para que eles não precisem dormir nas ruas. Não dormir na rua já é bastante significativo em termos de não colocar colchão no chão. São ações para minimizar (tanto) danos para sociedade, quanto para quem está nessa condição”.
 
Uma equipe de abordagem terceirizada foi contratada, para agir também quando houver reclamações da presença dos moradores de rua em situações que gerem perturbação. A responsabilidade de fazer o contato com os moradores de rua ficará a cargo da Pastoral do Menor, presidida pelo Padre Ovídio. “Essa (equipe de) abordagem circulará na cidade atendendo demandas de pessoas, que falam que tem moradores na porta de estabelecimentos. Estamos apostando que essa equipe consiga trazer eles para esse serviço que temos", finalizou.

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