Mais da metade das pessoas diagnosticadas com covid-19 na região de Franca foram infectadas pela variante brasileira do coronavírus P1, conhecida como “variante de Manaus”. Segundo o Instituto Adolfo Lutz, essa linhagem do vírus é responsável por 54,5% das infecções nos municípios que compõem o DRS-VIII (Departamento Regional de Saúde-8) de Franca.
Segundo o monitoramento, das três variantes do coronavírus que mais preocupam o mundo – a de Manaus, a da Inglaterra e a da África do Sul –, duas circulam em Franca e região. Além da mutação brasileira, o DRS-8 também registra a inglesa, que é responsável por 9,09% das infecções nos 22 municípios da regional.
Outras duas cepas do coronavírus foram detectadas em Franca – a B1128, que dominava os casos no Brasil do início da pandemia até outubro do ano passado, e a P2, variante do Rio Janeiro. A primeira está presente em 13,64% dos pacientes da região e a segunda, em 22,73%.
Em novembro do ano passado, começaram a circular no Brasil a cepa P2, derivante da B1128, e a variante inglesa. Nessa época, os casos em Franca estavam em queda. Em dezembro, foi detectada a variante de Manaus, que hoje domina as infecções na região.
“O aumento dos casos, internações e óbitos que identificamos especialmente no primeiro trimestre deste ano pode estar relacionado à maior circulação desta variante de atenção. Nossas equipes seguem analisando em múltiplas frentes este vírus, contribuindo com a Ciência e com as ações de combate à covid-19”, disse a coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Regiane de Paula.
De acordo com o monitoramento, até a última terça-feira, 152 casos autóctones – locais – de P1 foram confirmados no Estado. No DRS-8, foram três - em Ituverava (1), Morro Agudo (1) e Orlândia (1).
Nesta quinta-feira, 29, a Prefeitura de Itirapuã divulgou que dois casos da P1 foram detectados na cidade, sendo que uma das pessoas infectadas morreu no início deste mês.
O estudo avaliou 1.493 amostras de todo o Estado que, a partir do sequenciamento genético, identificou 21 cepas diferentes do coronavírus, sendo a P1 responsável pela quase totalidade dos casos. Segundo o monitoramento, a variante de Manaus respondia por 20% das infecções em janeiro, subiu para 40% em fevereiro, 80% em março até chegar aos 90% de abril.
No Estado
Veja a incidência da variante P1 em cada região de Saúde do Estado:
- Ribeirão Preto: 78,95%
- Campinas: 73,97%
- Araraquara: 70,67%
- Grande São Paulo: 66,80%
- Registro: 65,22%
- Barretos: 61,11%
- Sorocaba: 60,44%
- Piracicaba: 56,76%
- Franca: 54,55%
- Taubaté: 52,63%
- Baixada Santista: 50%
- Araçatuba: 47,17%
- São João da Boa Vista: 41,18%
- Bauru: 40,51%
- Presidente Prudente: 30,77%
- São José do Rio Preto: 23,53%
- Marília: 5,41%
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