Durante parte da manhã desta quarta-feira, 28, o portal GCN e a rádio Difusora receberam várias reclamações de pessoas que estavam com horário marcado para realizar testes na tenda do Pronto-Socorro Municipal “Álvaro Azzuz”, mas não conseguiram ser atendidas porque o local estava fechado.
Segundo os relatos, haviam vários pacientes por lá, incluindo idosos, desde às 6 horas, aguardando do lado de fora da tenda. Como ninguém chegava para realizar o atendimento e algumas pessoas não estavam passando bem, uma confusão começou e funcionários do PS foram conversar com quem estava na espera. O que foi informado para eles é que o quadro de funcionários da unidade estaria muito “enxuto” e que não se sabia quando os testes voltariam a ser feitos.
A reportagem foi até o Pronto-socorro por volta das 9h e a ala realmente estava com as portas fechadas. Havia, ainda, alguns comunicados na parede indicando que a tenda ficaria fechada na terça-feira, 27, das 13h às 19h, para higienização. Nenhum aviso falava sobre esta quarta-feira.

Procurada, a Prefeitura disse que o problema foi pontual, mas admitiu, por meio da assessoria de imprensa, que precisou remanejar funcionários. "A Secretaria de Saúde informa que foi uma situação pontual, devido a necessidade de remanejamento de funcionários para auxiliar na ala Covid, devido a complexidade dos atendimentos a esses pacientes", explicou em nota.
Fontes ligadas ao “Álvaro Azzuz” afirmaram que o baixo número de profissionais é realmente o motivo. “O quadro está, sim, baixo. O pessoal está muito saturado. A rotina tem sido muito difícil e desgastante para eles. Fora isso, uma das funcionárias que morreu atuava na tenda de testes”, disse um profissional ligado à saúde municipal que pediu para não ser identificado.
As testagens voltaram a ser realizadas no local por volta das 10h, quando enfermeiros saíram de dentro do Pronto-socorro e começaram a realizar os atendimentos. Uma fila de espera foi formada em frente à tenda.
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Macas
Outra denúncia sobre o Pronto-socorro recebida pelo portal GCN diz respeito às macas. Segundo informações recebidas, o “Álvaro Azzuz” estaria com uma carência do equipamento e novos pacientes não estavam tendo onde ficar. Apesar disso, a reportagem esteve dentro da unidade nesta quarta-feira, 28, e observou pessoas sendo transportadas em macas. A Prefeitura de Franca negou a procedência da denúncia.
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