A gravidade da notícia sobre os "fura-filas" em Franca foi repercutida na Câmara Municipal na sessão da manhã desta terça-feira, 27. Segundo um levantamento feito pelo GCN, publicado nesta segunda-feira, ao menos 508 pessoas furaram a fila da vacinação contra a covid-19 em Franca.
Os números foram detectados a partir da publicação da relação dos nomes dos vacinados pela Prefeitura até o último dia 24. Essas as pessoas que receberam o imunizante estão classificados na categoria idosos, mas com idades inferiores às estipuladas pelo calendário de vacinação, à época, caracterizando o "fura-fila".
O vereador Gilson Pelizaro (PT), autor da lei que obriga a divulgação dos nomes das pessoas vacinadas, disse na tribuna que lamenta a não divulgação dos nomes completos dos vacinados e destaca a importância da transparência. “A lista de vacina não saiu da maneira que eu esperava. Mas a justificativa de não divulgar a lista com os nomes completos é em atendimento a uma lei federal. Isso mostra a importância da lei de divulgar a lista para que todos possam fazer o acompanhamento e que o prefeito tome providências para não ter uma dor de cabeça. Já tem relatos de vacina de vento e vacinas preparadas com muita antecedência. Vamos convidar o secretário ou fazermos uma visita a ele para os esclarecimentos e buscar alternativas.”
Marcelo Tidy (DEM) também usou a tribuna dizendo que vai pedir esclarecimentos do secretário de Saúde, Lucas Souza, sobre o problema. O parlamentar ainda destacou que há punição - multa de R$ 98 - para as pessoas que cometerem a irregularidade. “Vamos pedir explicações à Secretaria de Saúde sobre o 'fura-fila'. Vou propor uma reunião com o secretário de Saúde para sabermos como estão sendo feitas essas aplicações e cobrar uma apuração minuciosa sobre esse caso."
Outros vereadores também destacaram a gravidade do assunto.
Sindicância
Durante a sessão, Ilton Ferreira (PL), líder do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) na Câmara, informou que o Chefe do Executivo já assinou decreto, na manhã desta terça-feira, abrindo sindicância para apurar se há irregularidades na aplicação das doses na cidade. “De posse das informações que a gente obteve, e que se forem verídicas, é imoral, é inaceitável a conduta de um servidor público. Para avaliar e ver o que aconteceu realmente, nós abrimos uma sindicância. Assinei um decreto determinando essa sindicância para que a auditoria e a compliance avaliem e determinem cada uma das ações de cada um dos servidores envolvidos na história se existem mesmo pessoas vacinadas fora dos critérios da saúde. Buscar se houve parente de servidores que foram beneficiados e os responsáveis por ter sido beneficiados”, disse Alexandre Ferreira, através de um áudio.
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