HOMICÍDIO

Enteado que matou padrasto a facadas se apresenta na DIG: 'Acidente'

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Homicídio aconteceu nos conjunto Wilson Pressoto, na última sexta. Adriano Moreira de Souza morreu no local
Homicídio aconteceu nos conjunto Wilson Pressoto, na última sexta. Adriano Moreira de Souza morreu no local
Apresentou-se na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, nesta segunda-feira, 26, o rapaz de 21 anos que matou a facadas o próprio padrasto, após ser acordado para trabalhar, em um apartamento no residencial Nosso Lar, na última sexta-feira, 23.
 
Lázaro Alves se apresentou acompanhado de uma advogada e contou sua versão sobre o crime, que terminou com a morte de Adriano Moreira de Souza, 31, no condomínio Wilson Pressoto.
 
"Ele quis dizer que foi um acidente. Disse que chegou em casa por volta das 5 horas, de um aniversário, onde havia ingerido bebida alcoólica. Por volta das 6 horas, seu padrasto o chamou para trabalhar e ele disse que não iria. Ele alega que nesse momento o padrasto o xingou de vagabundo e iniciou uma discussão que terminou em uma luta corporal", disse o delegado da especializada, Márcio Murari.
 
O jovem disse que, após a briga, Adriano tentou enforcá-lo, versão diferente da apresentada por testemunhas já ouvidas pela Polícia Civil. 
 
"Ele afirma que o padrasto tentou enforcá-lo e teria corrido para a cozinha, onde pegou a faca para se defender. Sua irmã, nesse momento, tentou intervir e acidentalmente ele atingiu o padrasto. Claro que isso é uma tese de defesa, instruído pela advogada. Nós temos provas que a verdade não é essa", continuou Murari.
 
O jovem ainda contou aos investigadores que nunca havia tido uma discussão com o padrasto e que o convívio com ele sempre foi pacífico. E o que motivou o crime foi ele estar embriagado e não querer ir trabalhar.
 
Após ser ouvido, o rapaz foi indiciado por homicídio doloso e responderá inicialmente em liberdade, já que não foi pego em flagrante.
 
O jovem estava foragido desde a manhã do crime. 
 
O corpo de Adriano foi velado no sábado, 27. Ele trabalhava em uma empresa de engenharia em Olímpia, mas por conta da pandemia estava em Franca. Para complementar a renda, ele estava realizando serviços em uma obra e o enteado estava o ajudando.

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