Apresentou-se na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, nesta segunda-feira, 26, o rapaz de 21 anos que matou a facadas o próprio padrasto, após ser acordado para trabalhar, em um apartamento no residencial Nosso Lar, na última sexta-feira, 23.
Lázaro Alves se apresentou acompanhado de uma advogada e contou sua versão sobre o crime, que terminou com a morte de Adriano Moreira de Souza, 31, no condomínio Wilson Pressoto.
"Ele quis dizer que foi um acidente. Disse que chegou em casa por volta das 5 horas, de um aniversário, onde havia ingerido bebida alcoólica. Por volta das 6 horas, seu padrasto o chamou para trabalhar e ele disse que não iria. Ele alega que nesse momento o padrasto o xingou de vagabundo e iniciou uma discussão que terminou em uma luta corporal", disse o delegado da especializada, Márcio Murari.
O jovem disse que, após a briga, Adriano tentou enforcá-lo, versão diferente da apresentada por testemunhas já ouvidas pela Polícia Civil.
"Ele afirma que o padrasto tentou enforcá-lo e teria corrido para a cozinha, onde pegou a faca para se defender. Sua irmã, nesse momento, tentou intervir e acidentalmente ele atingiu o padrasto. Claro que isso é uma tese de defesa, instruído pela advogada. Nós temos provas que a verdade não é essa", continuou Murari.
O jovem ainda contou aos investigadores que nunca havia tido uma discussão com o padrasto e que o convívio com ele sempre foi pacífico. E o que motivou o crime foi ele estar embriagado e não querer ir trabalhar.
Após ser ouvido, o rapaz foi indiciado por homicídio doloso e responderá inicialmente em liberdade, já que não foi pego em flagrante.
O jovem estava foragido desde a manhã do crime.
O corpo de Adriano foi velado no sábado, 27. Ele trabalhava em uma empresa de engenharia em Olímpia, mas por conta da pandemia estava em Franca. Para complementar a renda, ele estava realizando serviços em uma obra e o enteado estava o ajudando.
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