DESUMANO

Sem alternativa, família vive em condições precárias e casa corre risco de desabar

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo pessoal
De acordo com engenheiro que visitou o local, casa pode cair a qualquer momento e moradores precisam sair do local
De acordo com engenheiro que visitou o local, casa pode cair a qualquer momento e moradores precisam sair do local

Uma família francana vive em condições desumanas no bairro Santa Cruz, zona Sul da cidade. Sem alimento, conforto e com problemas de saúde, pai, mãe e filho ainda sentem a insegurança de morar em uma casa sem estruturas suficientes, que pode desabar a qualquer momento.

Maria Cristina Gabriel, de 49 anos, vive praticamente só na cama há mais de 20 anos, depois de ter tido uma depressão profunda pós-parto. O marido, Gerson Rodrigues, de 69 anos, ainda que com dificuldades, conseguia manter as condições mínimas da família, mas, com o começo de Alzheimer, o casal e o filho de 22 anos, que tem problemas mentais, enfrentam total precariedade.

A sobrinha Sheila Rodrigues, depois de presenciar a situação da família, buscou todo o tipo de ajuda, desde pedidos de doações até a procura por assistentes sociais. “Já fui à Prefeitura várias vezes, conversei com vereadores, procurei assistente social. Onde as pessoas falam que é para eu ir, estou indo. Só que ninguém tem ajudado, só as pessoas aqui da comunidade mesmo, que estão vendo o que eles estão passando”, disse.

Sheila também disse que os tios e o primos passam fome, literalmente. “Uma assistente social foi até a casa depois de um ano que eu pedi. Ela viu o caso e disse que era muito sério e urgente, que as condições de vivência são realmente desumanas. Ela ficou de arrumar uma vaga para minha tia, mas até agora nada.”

Sem alternativa, a sobrinha conseguiu, através de doações, materiais para a construção de um banheiro adequado na casa da família, já que o que tem não possui sequer esgoto. “O pedreiro até doou a mão-de-obra dele, mas quando fomos levantar o banheiro, a casa começou a cair, porque é muito antiga”, falou Sheila. Um engenheiro que visitou o local afirmou que todas as paredes estão condenadas.

“Ele disse que precisa tirar eles de lá o mais rápido possível, porque essa casa vai cair. Qualquer chuva forte, ela cai. Eu desesperei mais ainda, porque não tem onde pôr ele. Precisa demolir a casa e levantar outros cômodos.”

No momento, a família depende totalmente de doações, tanto para terminar a obra, quanto para a alimentação. “Precisamos de imediato de doação para demolição, materiais para levantar outros cômodos, internação urgente para minha tia. Para o meu tio também, mas para ela é ainda mais urgente. Além de roupa e alimentos. Até agora, só consegui os móveis”, disse a sobrinha.

Para os interessados em ajudar com as doações, o telefone para contato é (16) 99108-0130 e o link da vaquinha on-line: http://vaka.me/2010588

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