ELEIÇÃO

Disputa pela presidência do sindicato esquenta clima entre servidores

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
GCN/IMAGENS
Selma Regina busca a presidência do SindServ. Fernando Nascimento tenta a reeleição
Selma Regina busca a presidência do SindServ. Fernando Nascimento tenta a reeleição
Os bastidores envolvendo a eleição para a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca esquenta com a aproximação dos dias de votação. A votação já foi adiada uma vez e, agora, a Chapa 2 conseguiu um novo adiamento. O edital deve ser publicado no Diário Oficial deste sábado. Os votos serão recolhidos durante três dias, 11, 12 e 13 de maio. A categoria é uma das maiores da cidade contando com cerca de 4.700 servidores públicos, mas os trabalhadores sindicalizados com direito a votos são 1.680. O mandato do eleito é de quatro anos.
   
De um lado está Luís Fernando Nascimento, 54 anos, solteiro e três filhos. Escriturário de carreira desde 1988, que cumpre seu segundo mandado na presidência e tenta a reeleição na Chapa 1, tendo como vice a enfermeira Marisol Silverio.
 
Do outro lado está Selma Regina Furio Vieira, 45 anos, casada, sem filhos. Professora há 15 anos, ela acredita na renovação representando a chapa 2, tendo como vice Marcelino Guimarães, que trabalha no setor de obras da Prefeitura. 
 
Fernando disse que passou boa parte de seus dois mandatos (8 anos) colocando a casa em dia e destaca a construção da sede própria e a conquista do cartão alimentação durante sua administração. “Ficamos esses oito anos resolvendo problemas, pagando dívidas herdadas, mas construímos nossa sede. Paralelo, realizamos grandes conquistas para os servidores, como principal a criação do cartão alimentação em 2014”.
 
Em 2015, Fernando liderou uma das maiores paralizações (greve) da categoria em Franca, fato que marcou sua gestão. “Nesse ano levamos mais de 2 mil servidores às ruas mostrando para todas as autoridades que tem que ter respeito pelo servidor, que trabalha e traz benefícios para a população. Quem toca a cidade é realmente o servidor”. 
 
Há quase uma década na presidência, Fernando diz que o sindicato não tem dívidas e que vai investir os recursos em parcerias. “Temos várias ideias para frente. Como nós não temos dívidas, vamos utilizar a receita para trazer benefícios para os servidores, como palestras, incrementar o Sindserv-Saúde com consultas, exames mais baratos, seguro de vida. São vários benefícios que estamos pleiteando”, finalizou.
 
Com fôlego novo de quem concorre pela primeira vez à presidência do SindServ, Selma diz que deseja um sindicato com mais representatividade. “Eu acredito que a categoria dos servidores municipais, apesar de todo conhecimento que possui sobre as mazelas do dia a dia administrativa e funcional, necessita resgatar aquele espírito de combatividade de classe que já algum tempo tem sido relegado a segundo plano. No meu entender, uma categoria profissional somente será forte e conseguirá buscar e alcançar conquistas a partir da conscientização classista. A partir do resgate dessa conscientização todo o horizonte de possibilidade de conquista se mostra bastante promissor e palpável”. 
 
Filiada ao sindicato há muitos anos, a professora acredita que a perpetuação no cargo prejudica muito a vida sindical. “Houve avanço, mas também estagnação, bem como desejo de perpetuação no cargo, o que ao meu ver prejudica muito a categoria como um todo", disse sem deixar de criticar o concorrente. "No ponto de vista de luta, os encaminhamentos do atual presidente distanciaram-se muito das principais questões que devem nortear a vida sindical. Um servidor bem instruído tem muito mais força para lutar por seus direitos. Eu estou plenamente convencida de que nossa chapa veio para resgatar esses pontos nevrálgicos pela qualidade pessoal e intelectual de cada membro”, destacou a candidata. 
 
Selma finalizou dizendo que em determinados momentos a realização de greve é inevitável, mas que sempre vai buscar o diálogo. “Movimento paredistas, como nós chamamos, em determinados momentos são mesmo inevitáveis. A greve em muitas ocasiões é consequência natural e necessária, por outro lado, o objetivo de nossa chapa é primeiramente o diálogo, sempre, como tentativa de resolução de problemas. Um diálogo respeitoso pautado pela racionalidade e realidade, tanto fática, jurídica e financeira da administração. Serão esses conhecimentos que sempre levaremos à mesa de negociação. Logicamente que não abriremos mão de lutar para alcançar os direitos que nos são assegurados pela legislação”.
 
Eleitos, os membros da direitoria do sindicato dos servidores passam a se dedicar exclusivamente ao trabalho na entidade, mas continuam recebendo seus salários da função de origem na Prefeitura.

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