DIFICULDADES

Família sofre com problemas financeiros após morte de Alan Diego

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo familiar

Há cerca de 80 dias, uma mulher perdia o marido, e os filhos, o pai. Alan Diego Ferreira Marciano, de 23 anos, foi morto em uma operação policial na Vila São Sebastião. Além do sentimento de saudade, a família precisa lidar com dificuldades financeiras desde sua morte, que aconteceu no dia 2 de fevereiro.

Alan era quem sustentava a casa. Sua mulher, Priscila Leme Pasti, de 23 anos, encontra dificuldades para se manter na ausência do marido. “Estamos tentando sobreviver, porque está difícil com as dificuldades que estou passando, afinal ele era a renda da casa. Ele era o único que trabalhava, enquanto eu ficava por conta das crianças. Está complicado, mas vamos tentando sobreviver.”

Priscila mora com os dois filhos, Hallana, de 4 anos, e Júlio, de 1 ano. Ela receberá o auxílio emergencial para ajudar a pagar as contas. Além disso, recebe ajuda de entidades beneficentes enquanto não consegue uma oportunidade de trabalho.

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“Graças a Deus, recebo muito ajuda dessas entidades, como Cras (Centro de Referência da Assistência Social) e Prefeitura, me ajudaram muito. Mas, (dificuldades) financeiras sim. Conta e aluguel atrasado. Está complicado”, disse.

A moradora da Vila São Sebastião precisa lidar com outro problema diário: explicar a ausência do pai para a filha, que sente sua falta. “Ela sabe, mas ela é criança. Não tem noção do que é a perda, não vai ver mais, não vai conviver mais. Ela mudou até o comportamento dela. Por sentir falta dele, ela está mais rebelde e respondona. Tem dias que não é fácil: ela acorda chamando ele.”

Pessoas que desejam ajudar a família, com doações, ajudas financeiras ou oferecendo oportunidade de emprego para Priscila, podem entrar em contato pelo telefone (16) 99391-5919.  

Caso Alan Diego 
Alan Diego foi morto por policiais, no dia 2 de fevereiro. A operação começou durante uma abordagem em frente a uma padaria, na Vila São Sebastião, na zona Oeste. Após correr dos militares, ele foi atingido por disparos feitos a longa distância, que acertaram suas costas, peito e nádegas.

O caso gerou revolta em toda a comunidade. Um ônibus da empresa São José foi incendiado por manifestantes na rua Amélio Borges Campos, na Vila São Sebastião, no dia 3 de fevereiro. O prejuízo estimado pela empresa, responsável pelo transporte público da cidade, foi de R$ 430 mil.

A população também usou as redes sociais. Com a frase “8 tiros nas costas não é legitima defesa”, internautas repudiaram a abordagem que terminou com a morte do jovem francano.

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