A semana em Miguelópolis foi confusa para os moradores religiosos. Com a volta das atividades religiosas presenciais, após duas semanas de lockdown, criando polêmica, a Prefeitura declarou que as igrejas cometeram um equívoco ao realizar um anúncio. Dois dias depois, na quarta-feira, 16, no Diário Oficial do Município, o prefeito Naim Miguel Neto autorizou cultos e missas.
No momento da primeira polêmica, a Paróquia São Miguel Arcanjo compartilhou uma nota dizendo que a Prefeitura autorizava o retorno das missas na segunda-feira, 12. Essa suposta decisão, no entanto, não foi publicada nos canais oficiais do município, levantando suspeitas de um possível combinado entre o Executivo e os líderes religiosos, antecipando a autorização do Estado, anunciada nesta sexta-feira, 16, para começar a valer no domingo, 18.
No dia seguinte, na terça-feira, 13, a Prefeitura publicou o comunicado afirmando que a igreja tinha se equivocado. “A Paróquia achou que, após sair do lockdown, poderia fazer as celebrações, assim como muitas cidades aderiram. Eles colocaram a arte (divulgação das missas). Após a saída do decreto, que foi ontem (segunda-feira) à noite, a Paróquia retirou.”
Já na quarta-feira, 14, a Prefeitura autorizou, novamente, o funcionamento dos estabelecimentos religiosos, com algumas determinações, como a limitação de 30% da capacidade e fechamento às 20h.
A decisão antecipou o anúncio do governo do Estado nesta sexta-feira, 16, que permitiu as atividades religiosas em todas as regiões paulistas a partir de domingo, 18, com a implementação da fase de transição.
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