Desde o início das vacinações contra a covid-19 em todo o país, uma série de comentários sobre a eficácia e efeitos colaterais das vacinas surgiu. Em Franca, no início, houve aqueles que espalhavam e acreditavam em fake news sobre a Coronavac. Atualmente, o medo é em relação à Astrazeneca, suspensa em alguns países europeus e com tempo maior de espera para segunda dose.
No drive-thru do Poliesportivo, nesta última terça-feira, 13, uma idosa que estava sendo imunizada não gostou ao saber que estava recebendo uma dose da Astrazeneca. Por conta da confusão, ela precisou ser deslocada para conversar com enfermeiras e, pouco tempo depois, foi embora. O motivo: o medo de efeitos colaterais e o tempo para segunda dose. Algo que, anteriormente, seria comum com a Coronavac, passou também a acontecer com a vacina de Oxford.
Como explica o médico da Vigilância Epidemiológica de Franca, Homero Rosa Jr, as vacinas têm tecnologias de produção diferentes. A Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac em conjunto com o Instituto Butantan, utiliza o vírus inativo. Já a Astrazeneca, produzida no Brasil pelo Instituto FioCruz, utiliza um vírus respiratório. “O vírus da Coronavac não tem poder de causar doenças. Já Astrazeneca usa um vírus respiratório, que serve como transportador do vírus da covid-19 inativado.”
Apesar da forma, ambas podem trazer efeitos colaterais, dependendo das reações do organismo. Por isso, é praticamente impossível saber quem terá ou não. “Não tem um padrão específico. Às vezes, como já aconteceu, uma das duas doses causa efeito colateral e a outra não. Não são tão comuns, mas os da Coronavac são menos intensos do que o da Astrazeneca.”
Dos sintomas mais comuns, Homero destaca dor muscular, cabeça, abdômen, febre e diarreia. Além disso, reforça que, caso o paciente vacinado tenha algum sintoma, deve procurar um médico e relatar o ocorrido. “Todo efeito colateral deve ser informado para a Vigilância Epidemiológica da cidade para repassarmos para Secretaria Estadual de Saúde, para conhecermos as vacinas e fazermos uma análise dos lotes.”
Apesar destes efeitos, o médico reforça que não existe nada que comprove a ineficiência ou permita que o Brasil suspenda a vacinação com algum dos imunizantes. Tal suspensão, no caso da Astrazeneca, aconteceu em Portugal, Espanha, Alemanha, Itália e Franca, após relatos de trombose, algo que não tem comprovação científica de ralação com a vacina.
“Esses efeitos clínicos já eram esperados e, hoje, temos uma necessidade de vacinar mais pessoas o possível. Nossa batalha é contra o tempo. Nós precisamos vacinar muitas pessoas para bloquear a situação do vírus, independente da marca da vacina”, finalizou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.