NA JUSTIÇA

Gilson de Souza é denunciado pelo MP por favorecer empresa de lixo

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Gilson de Souza acompanha membros do Gaeco em operação na Prefeitura, no ano passado
Gilson de Souza acompanha membros do Gaeco em operação na Prefeitura, no ano passado
O ex-prefeito de Franca Gilson de Souza (DEM) foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, nesta terça-feira, 13. Alvos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Combate ao Crime Organizado) em dezembro do ano passado, ele é acusado de receber pagamentos feitos pela Seleta, empresa responsável pela coleta de lixo, para renovação ou permanência do contrato.  
 
Além de Gilson, o MPSP apresentou denúncias contra seu genro, que trabalhou na Prefeitura no início do mandato, o proprietário da empresa Colifran; do ex-prefeito de Orlândia e um funcionário da Prefeitura; e do ex-prefeito de Igarapava e de seu irmão. Todos estão envolvidos na Operação “Hamelin”, desencadeada em dezembro. “Se a denúncia for recebida nos moldes propostos pelo MPSP, eles responderão por corrupção passiva, em razão da solicitação de vantagem financeira indevida, bem como por terem atuado para a contratação, pela empresa Seleta Meio Ambiente, de pessoas ligadas ao ex-chefe do Executivo local”, informou o MP em nota. 
 
Os outros investigados estão sendo denunciados pelos mesmos crimes. O nome “Hamelin” é uma alusão ao conto O Flautista de Hamelin e a infestação de ratos, na cidade de Hamelin. 
 
Ainda segundo o MP, só foi possível chegar aos investigados graças à delação premiada de alvos da operação “Purgamentum” que aconteceu em 2017 e foi deflagrada pelo MP de São Paulo e Minas Gerais. Foram recuperados R$ 10 milhões a partir da colaboração premiada, que resultou nos mandados de busca e apreensão contra Gilson e os prefeitos de Batatais, Guaíra e Orlândia, além de três ex-prefeitos, entre outras pessoas.
 
“Segundo as investigações, diversos prefeitos realizaram ajustes com a empresa Seleta para que, em troca da contratação da empresa (ou permanência do contrato), fossem pagos valores indevidos. Isso acontecia via campanhas eleitorais ou mediante vantagens indevidas no exercício do cargo”, continuou a nota. “O padrão se repetia em vários municípios, onde era feita a contratação emergencial da empresa Seleta por uma ou duas vezes. Depois disso, era feito o contrato definitivo, tudo de forma direcionada. Os contratos da Seleta com os municípios investigados somam, aproximadamente, R$ 41 milhões anuais”, explicou o Ministério Público. 
 
A operação
No dia 9 de dezembro, a operação que contou com mais de 190 policiais militares, mirou 15 pessoas. 35 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Na ocasião, os promotores estiveram no apartamento do ex-prefeito Gilson de Souza, na casa do seu genro e na Prefeitura de Franca. Foram apreendidos documentos, computadores e celulares. A reportagem tentou entrar em contato com o ex-prefeito, mas nenhuma ligação foi atendida. O advogado que representou Gilson de Souza na época da operação disse que não faz mais parte da defesa e que não conhece quem são os novos defensores de Gilson.
 
Leia a reportagem da época clicando aqui:

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários