O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) participou nesta terça-feira, 13, do programa A hora é essa!, da rádio Difusora. Durante a entrevista, destacou alguns dos principais pontos no enfrentamento da pandemia do coronavírus e na recuperação econômica da cidade no período.
Apesar das dificuldades do início da gestão, o prefeito disse que a luta contra a covid é "insana" e que um administrador sem experiência não conseguiria tocar a cidade. “Eu tenho absoluta certeza que a população acertou em pôr alguém com experiência. Pode não gostar desse alguém, mas precisava ter experiência.”
Com base nos atuais indicadores da pandemia, o prefeito já enxerga a possibilidade de a cidade avançar para a fase laranja. “Já chegamos a estar com 95% de ocupação de leitos na região. Hoje está a 82%, aproximadamente. Menos de 80% nos dá a oportunidade de voltar para o laranja e aí volta o enfrentamento com o governo do Estado”, disse.
Esse impasse em relação às restrições já é comum entre o governo estadual e o prefeito Alexandre. Mesmo sem permissão de flexibilizar as medidas do Plano SP, o gestor municipal já afirmou que, se a cidade apresentar números de fases mais brandas, ele vai entrar na Justiça novamente para conseguir.
“Não sou contra o Estado. Sou contra as ações de prejudicarem a nossa cidade”, disse Alexandre. Ao ser questionado se essas atitudes criam um desgaste, o prefeito disse que até o momento nenhuma retaliação foi feita. “O fato de eu ter uma opinião diferente do governador (joão Doria, PSDB) e ele chegar à condição de fazer um retalhamento porque o prefeito fez alguma coisa diferente, ele não merece estar lá.”
Ainda que haja a possibilidade de avançar de fase, é preciso manter o cuidado e o isolamento social. “Estamos em uma condição interessante. Não boa, mas interessante. Essa é uma doença traiçoeira que, quando apresenta sinais de melhora, as pessoas relaxam e a doença volta a explodir”, falou.
Fiscalização
Com o isolamento baixo, mesmo com as medidas restritivas, a Prefeitura apostou na fiscalização por vídeos e fotos, para não gerar confronto entre o pouco corpo da Vigilância Sanitária e a população, principalmente em situações que envolvem bebidas alcoólicas.
“Festa e bebida não dá para descer dois fiscais lá, porque o risco é muito grande. Quando as pessoas falam que mandou um Covizap e não teve retorno, a gente vai, identifica, tira foto e manda a intimação para os responsáveis. O processo administrativo demora cerca de 40 dias, porque tem defesa, imposição e notificação de recolhimento. Pode demorar, mas é certeza que a multa vai chegar”, afirmou. Em média, 25 processos por semana chegam para o prefeito assinar.
Vacinação
Como única aliada para o fim da pandemia, a vacinação em Franca ainda caminha em passos lentos. As poucas doses disponibilizadas semanalmente à cidade não conseguem suprir a demanda, tampouco agilizar as etapas de faixa etária. Alexandre Ferreira disse que discorda completamente com o modelo que é realizado.
“Eles mandam as doses e anunciam a vacinação de última hora. Como que você planeja a aplicação de 3 mil doses de uma hora para outra? Não tem jeito. Além disso, o Estado usou de base a vacinação de gripe do ano passado, que teve uma cobertura vacinal de 60%. Nós sabemos que tem muito mais (pessoas) que isso. É um absurdo o que está sendo feito.”
Alexandre ainda foi questionado se há um auxílio dos deputados na corrida pelas vacinas. “Nada. E eu vou ser sincero, não acho que eles têm condição de fazer nada efetivo, como 10 mil doses para Franca. Não acho que eles têm essa condição.” Fora as doses, o prefeito ressaltou que a deputada Graciela Ambrósio (PL) fez uma visita ao gabinete e repassou R$ 66 mil de um material do ano anterior, já Roberto Engler (PSB) sequer foi visto.
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