CÂMARA

'É uma Franca inteira no cemitério', disse vereador sobre mortes por covid no Brasil

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
N. Fradique/GCN
O vereador Gilson Pelizado durante a sessão desta manhã:  'Franca não é uma ilha e a questão é grave'
O vereador Gilson Pelizado durante a sessão desta manhã: 'Franca não é uma ilha e a questão é grave'
O vereador Gilson Pelizaro (PT) foi bastante contundente ao usar a Tribuna da Câmara Municipal de Franca durante a sessão da manhã desta terça-feira, 13. Ao falar da pandemia, o parlamentar deu um exemplo trágico para exemplificar a gravidade dos números de vítimas da doença. “Chegamos ao ponto de morrer mais gente do que nascer no país. Isso é parte do negacionismo do Governo Federal em não tratar o assunto como saúde pública. O que está acontecendo no Brasil é como se tivesse caído uma bomba atômica na cidade de Franca e matado todos os seus habitantes", disse.
 
"É como se nós pegássemos de norte a sul, de leste a oeste e não sobrevivesse ninguém. São 355 mil pessoas mortas no Brasil, uma Franca inteirinha no cemitério. Isso é uma questão muito grave”, lamentou.
 
O vereador ainda disse que Franca faz parte deste processo. “Franca não é uma ilha e já tivemos, em um ano de pandemia, mais de 23 mil casos positivos de Covid na cidade. Temos um represamento de quase 4 mil casos que ainda não foram analisados. E eu acho que esses casos são subnotificados porque Franca não tem testagem em massa. Só em abril, 31 pessoas morreram em Franca, em 12 dias, uma média de 3 óbitos diários”, destacou.
 
Pelizaro disse que a medida adotada em Franca de aumentar leitos não é o suficiente. “Só isso não é a solução", disse ao citar Araraquara que tomou medidas duras para conter a contaminação do vírus do coronavírus. Aqui em Franca precisamos tomar medidas sérias com relação ao isolamento social”.

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