FUNCIONAMENTO DE IGREJAS

'Procuramos compreender', diz bispo de Franca sobre decisão do Supremo

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Arquivo/GCN
Catedral recebeu fiéis no Domingo de Páscoa, dia 4 de abril
Catedral recebeu fiéis no Domingo de Páscoa, dia 4 de abril
Esta semana ficou marcada por decisões conflitantes entre Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). O primeiro permitiu que missas e cultos com público pudessem acontecer. Posteriormente, Mendes tomou decisão oposta, garantindo que o Estado de São Paulo pudesse impor restrições. Com a divergência, o assunto foi para análise do Plenário da Corte, que, nesta quinta-feira, 8, decidiu, por 9 votos a 2, que os Estados e municípios têm liberdade na hora de decidir. 
 
No domingo de Páscoa, dia 4 de abril, pós-decisão de Nunes Marques, missas na Catedral e em outras igrejas católicas, além de cultos nas evangélicas, aconteceram. Um dia depois, na segunda-feira, 5, por conta da decisão de Gilmar Mendes, tiveram novamente de interromper as reuniões com público. 
 
O bispo da Diocese de Franca, Dom Paulo Beloto, comentou a discussão no STF e a decisão final, dizendo que entende o resultado. “Estamos vivendo um momento difícil. Procuramos compreender essas decisões. Nós, ministros consagrados, celebramos todos os dias, com fiéis ou sem fiéis. Compartilhamos o sofrimento do nosso povo, que além de tantas dúvidas, apreensões, sofrimentos, são impedidos de poder participar.”
 
Mesmo compreendendo, o bispo afirma que os protocolos de prevenção ao coronavírus possibilitariam a celebração junto ao público. “Nós já fizemos a experiência que com todas as precauções, limites e cuidados, é possível celebrar, sem provocar disseminação do vírus.”
 
Ainda assim, ele diz que as normas serão cumpridas. “Estaremos sempre em obediência com as determinações das autoridades competentes. Tudo vai passar. Só Deus basta”, finalizou.

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