Depois de registros diários de pacientes à espera de um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, até o fim da tarde desta quarta-feira, 7, a demanda por UTIs havia zerado. No entanto, cinco pacientes ainda aguardavam por um leito de enfermaria.
A coordenadora do setor de enfermagem do PS, Clara Cayeiro Cruz, explicou que ainda que esses pacientes estejam na unidade de pronto-atendimento esperando uma oferta de vaga, eles têm todo o respaldo necessário.
“A gente acolhe o paciente em qualquer circunstância. Ele pode chegar assintomático ou com dificuldades para respirar e passa primeiro por uma avaliação no Acolhimento. Com os sinais vitais desse paciente, os nossos profissionais conseguem delimitar se o paciente deve ser encaminhado a uma avaliação em consultório ou na Ala de Observação”, disse Clara.
A coordenadora também afirmou que mesmo que o paciente tenha iniciado o tratamento domiciliar, se houver agravamento do quadro clínico ele pode retornar ao Pronto-socorro e, se necessário, fazer a internação.
“Quando ele precisa ser internado, já encaminhamos a ficha via Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde) para tentar as vagas hospitalares e continuar o tratamento. Essa ficha é bem detalhada, com os dados clínicos desse paciente como sintomas e problemas de saúde pré-existentes.”
De acordo com Clara, os critérios de internação quando há uma escassez de vagas depende da Santa Casa e dos demais hospitais, mas que os médicos fazem a avaliação diária e analisam as possibilidades de internação.
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