O segundo e último Grand Prix da Superliga B Feminina, que estava previsto para acontecer entre os dias 14 e 18 de abril na cidade de Valinhos, foi cancelado. Com a decisão, tomada de forma unânime, com todos os clubes votando a favor da descontinuação do campeonato, a Feac/AFV Franca continua na segunda divisão do voleibol nacional na próxima temporada.
Na primeira fase da competição, realizada em fevereiro na cidade de Maringá, no Paraná, a equipe francana saiu derrotada nas duas vezes em que entrou em quadra. Curiosamente, os dois adversários que venceram o time foram promovidos para a primeira divisão.
A partida de estreia aconteceu contra o Renata Country Club Valinhos (SP), que terminou o campeonato na segunda colocação depois de vencer o Franca Vôlei por 3 sets a 0. O último embate foi contra o Amavôlei Maringá (PR) e terminou com uma vitória de virada por 3 sets a 1 para as paranaenses, que se sagraram campeãs do torneio.
O Feac/AFV Franca ainda teria um terceiro jogo, contra o Itajaí Vôlei (SC), que não aconteceu porque o time catarinense registrou casos de covid-19 em seu elenco antes do início da competição e decidiu por não participar.
Além de votarem a favor do encerramento antecipado da Superliga B, as equipes propuseram à CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) que não haja rebaixamento nesta temporada. Dessa forma, a próxima edição do campeonato seria realizada com 10 participantes – dois deles vindos da Superliga principal. A ideia, porém, ainda está sendo avaliada pela entidade.
Caso a proposta seja negada, os dois times rebaixados para a Superliga C serão o Bradesco Esportes (SP), que terminou na sétima posição, e o Itajaí Vôlei, que ficou em último sem sequer ter atuado. O Franca Vôlei acabou na sexta colocação e, pelo menos a princípio, não corre riscos de descenso.
Pandemia pesou
Adriana Behar, ex-atleta e medalhista olímpica do vôlei de praia que assumiu o cargo de CEO da CBV no dia 1° de março, afirma que os clubes e a entidade fizeram de tudo para dar continuidade à Superliga B, mas, considerando o atual cenário da covid-19 no país, decidiram, de forma conjunta, pôr dar fim à edição do torneio.
“Nós temos muita preocupação com a pandemia e analisamos todos os riscos. Estamos sempre buscando soluções para prover um ambiente seguro. É um desafio grande. Entendo que esgotamos todas as possibilidades para tentarmos viabilizar a competição e, em comum acordo, chegamos à conclusão de que a melhor alternativa é o encerramento”, disse Adriana.
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