Os moradores do Jardim Cambuí, bairro localizado na zona norte de Franca, têm convivido com um problema constante aos finais de semana. Várias pessoas, em sua maioria jovens, se reúnem às sextas-feiras, sábados e domingos em um terreno encostado na Escola Estadual "Maria Cintra Nunes Rocha", na rua Ramon Antolin Hernandes, e fazem uma verdadeira baderna.
Segundo a vendedora Thaina Ferreira Carvalho, de 25 anos, que mora na rua, as reuniões não são de agora e os participantes, que organizam uma espécie de campeonato de pipa, não se mostram preocupados com a pandemia ou com o sossego do bairro.
“Eles se reúnem aqui desde o final do ano passado. É muita gente. Uns, inclusive, vêm só para assistir os outros. E o pessoal não é todo do bairro. Tem moleque, homem mais velho, mulher, criança, pessoa com bebê... Todo mundo sem máscara. Levam muita bebida alcóolica, usam drogas, colocam música alta e tomam conta da rua inteira. Passa gente acelerando e empinando moto, fazendo uma barulheira. Não estão nem aí. É uma bagunça”.


Neste último final de semana, o “evento” incomodou os moradores do bairro em dose dupla. Ou tripla, para ser mais exato, já que, segundo Thaina, três carros ficaram parados tocando música alta no terreno. “Esse é o nosso final de semana. Nós estamos em casa e tem esse monte de aglomerações. Pessoal sem máscara, soltando pipa e tomando conta da rua. Essa é a restrição aqui no Jardim Cambuí”, narra em um vídeo.
Ainda de acordo com a vendedora, até brigas já foram registradas em meio aos campeonatos, que também criam outro tipo de situação perigosa. “Sai xingamento direto aqui. Semana passada o pessoal brigou. Teve que vir polícia. Na hora que eles chegaram, as coisas acalmaram, mas, depois, tudo voltou. Outra coisa é que eles saem correndo atrás de pipa e os carros têm que ficar parando. É muito perigoso”.
Ela também afirma que já tentou denunciar a situação para os órgãos de fiscalização, mas não obteve sucesso nenhuma das vezes. “Já liguei para os telefones que passaram e ninguém atende. Mandei mensagem para o Covizap e não deram atenção. Nós ficamos indignados com tudo isso”.
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