No considerado “ano da pandemia”, Franca bateu recorde no número de óbitos desde o início da contagem histórica. Foram 3.009 vidas perdidas entre março de 2020 e fevereiro deste ano. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), com base nos registros civis da cidade, que computam os óbitos de qualquer natureza registrados nos cartórios da cidade.
Fevereiro de 2021 é o mês mais mortal da história de Franca. Foram 282 registros de óbitos nos cartórios da cidade, nos 28 dias referentes. O número é 37,5% maior quando comparado ao mesmo mês em 2020 e 40,8% em relação à média histórica de fevereiro.
Franca tem, até o momento, 424 vítimas da covid-19. O aumento nas mortes com as demais causas, apesar de não ter sido consequência direta do coronavírus, é um reflexo da pandemia. Para a Associação, a crise de saúde pública instalada impulsionou o aumento de mortes no município. Rede hospitalar à beira do colapso, aumento no número de mortes em domicílios em razão da falta de leitos ou do medo da ida aos hospitais, são alguns dos impulsores da pandemia nestes números.
Os dados são computados desde 2003. Desde então, o município tem uma média de 1.999 mortes a cada 12 meses. Os 3.009 óbitos dos últimos 12 meses representam um aumento de 50,5%, com 1.010 óbitos a mais que a média histórica. Quando comparado com o ano anterior à pandemia, o crescimento foi de 21,8%.
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