CÓDIGO DE ÉTICA

Vereadores se solidarizam com Lurdinha Granzotte no 'caso do protesto'

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Pedro Baccelli/GCN
Em protesto, Lurdinha Granzotte (de branco) defendeu o fechamento do Congresso e intervenção militar no STF
Em protesto, Lurdinha Granzotte (de branco) defendeu o fechamento do Congresso e intervenção militar no STF
Antes mesmo da Comissão de Ética da Câmara Municipal de Franca abrir processo investigatório de possíveis irregularidades cometidas pela vereadora Lurdinha Granzotte (PSL), parte dos parlamentares já se solidarizou com a colega.

Lurdinha terá de enfrentar a Comissão de Ética para explicar suas declarações durante uma manifestação na cidade, no último dia 15. Na ocasião, ela disse que o Congresso Nacional deveria ser fechado, defendendo também o protesto que pedia uma intervenção militar no STF (Supremo Tribunal Federal).

A Comissão de Ética é presidida por Gilson Pelizaro (PT), único vereador que na ocasião comentou na Tribuna o ato realizado em frente ao Tiro de Guerra de Franca. “Defender o fechamento do Congresso é um absurdo. Foi ele o responsável pela aprovação do auxílio emergencial. O regime militar, por exemplo, apresentou inúmeros casos de corrupção”, disse Pelizaro, à época.

Os outros dois parlamentares que fazem parte da Comissão, Zezinho Cabeleireiro (PP) e Marcelo Tidy (DEM), são favoráveis à linha de pensamento política da colega.

Vários vereadores já anteciparam apoio à Lurdinha durante a sessão desta terça-feira, 23, quando ela chegou a pedir desculpas pelas declarações. “Não se preocupe com isso não, somos seres humanos e podemos acertar e errar. Você tem uma história linda e está iniciando na política. Erros vão acontecer, como eu errei e outros erraram com uma palavra mal colocada. Mas você pode contar com meu apoio. Estamos juntos em qualquer situação”, disse Donizete da Farmácia (MDB).

“Tudo que você fez foi para ajudar a população, não pensou em maldade. Você não fez pecado nenhum, pode contar com meu apoio. Se depender desse vereador, pode contar comigo. Você não errou em nada. Parabéns”, interveio Zezinho Cabeleireiro (PP).

“Eu queria falar pra você, Lurdinha: não se abate, não. Eu sei que toda nossa atitude tem uma consequência. Isso é fato. Eu sei que você tem noção disso, tem consciência. Sei que você não tem medo de se posicionar. Sei que esse campo da política é muito complexo, e a gente como pessoa pública precisa pensar antes de falar. Errar, todos nós vamos errar. O erro faz a gente aprender, mas não perde sua essência. Eu também apoio você e acredito que todos vão aprender com essa situação”, disse Ronaldo Carvalho (Cidadania).
 
“A Lurdinha postou algo no nosso 'grupo' lá, eu vejo muita intolerância com tudo, de maneira geral. A gente conhece seu trabalho e a batalha de cada um dos vereadores que têm se esforçado pra fazer seu melhor”, disse o Pastor Palamoni (PSD).
 
“Fique muita tranquila, porque qualquer coisa que acontecer nas Comissões vai pro plenário. A senhora fala em erro, onde está o erro em falar, em se posicionar? Se uma vereador não poder se posicionar, não é necessário existir uma Casa de Leis, que é o parlamento, é discussão”, questionou Della Motta (PODE).
 
A Comissão de Ética da Câmara tem 30 dias para analisar as duas representações individuais - movidas por duas cidadãs - contra a vereadora. “Nós temos 30 dias para analisar a situação após receber as representações no Conselho de Ética e, depois, cinco dias para fazer as notificações dos envolvidos”, explicou Pelizaro, nesta quarta-feira.

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