CRIATIVIDADE

Comerciantes se adaptam para superar crise da pandemia

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Alexandre Agnello: novas alternativas
Alexandre Agnello: novas alternativas
A pandemia mexe com a vida de todos e o momento é de se reinventar. O cenário econômico é um dos mais afetados perante as medidas de proteção contra o coronavírus. Isso exige criatividade e adequação para enfrentar a nova realidade.
 
Em Franca, comerciantes que ocupam pontos tradicionais estão se transferindo para lugares menores para alinharem seus orçamentos. Mas nesse tabuleiro, uma coisa é comum entre eles: manter a excelência dos serviços ao cliente.
 
Para alguns comerciantes deixarem seus pontos comerciais é “algo que dói”. “A gente conciliou os dois momentos, da pandemia e de ir para um local com uma construção mais nova. Também estávamos com dificuldades no aluguel e conseguimos uma negociação melhor nesse outro local. Como a situação está difícil pra todo mundo temos que agregar e Graças a Deus consegui arrumar esse local que é duas quadras daqui”, disse Paulo César Borges, proprietário do Bar da Careta, que funcionava há quase 30 anos na esquina da avenida Major Nicácio com a rua Carlos do Carmo. “A gente deixa o local com muita dor no coração porque foi praticamente uma vida toda aqui. Foram 28 anos trabalhando nesse endereço, tradicional, muito conhecido. Estamos mudando de lugar, mas vamos preservar o nome, que é um símbolo da cidade”, disse.


Paulinho, do Bar da Careta: novo local

Paulinho reforça que a situação provocada pelo novo coronavírus exige criatividade para se manter no mercado. “Não só a minha, mas a situação de todo mundo está difícil. Temos que tentar superar isso. Vida nova, mas aquele torresminho não vai faltar em nosso cardápio. É o carro-chefe da casa”, brincou. O Bar da Careta vai ocupar o prédio onde era o Chopp Time, também na Avenida Major Nicácio.
 
A empresária Aline Araújo Salomão conta que sua empresa funciona há mais de 50 anos no mesmo lugar, e que também precisou se adequar ao novo momento provocado pela pandemia. “Começamos a trabalhar muito forte com vendas por whatsapp, entregar produtos nas casas dos clientes. A medida que a pandemia foi acontecendo fomos inventando cada hora uma coisa. Hoje a gente leva produtos nas casas das pessoas para que eles posam experimentar. Nosso virtual ficou bem melhor. A gente está num jeito louco de comercializar”, explicou a proprietária da loja Salomão Country (antiga Irmãos Salomão), que há mais de 5 décadas atende na avenida Presidente Vargas com a rua Felisbino de Lima. A loja que tomava conta de toda a esquina, hoje funciona no mesmo local, mas em um espaço menor. A outra parte do prédio deverá ser locada.
 

Aline, da Casa Salomão: espaço menor
 
A comerciante lamenta ter precisado enxugar o quadro de funcionários por conta da pandemia, mas que tudo foi feito com muita tranquilidade. “Infelizmente precisamos enxugar nosso quadro de funcionários, mas tudo foi feito sem prejudicar ninguém. Temos orgulho de fazer parte da história dessa Avenida. Estamos aqui há mais de 50 anos”, concluiu Aline.
 
Como as peças do tabuleiro se mexendo, o mercado imobiliário também é afetado com a pandemia. Isso é o que conta o empresário do ramo Alexandre Agnello. “O mercado imobiliário, nas locações, vem sofrendo um impacto muito forte com a pandemia, já que as pessoas que pagam aluguel dependem de vender e faturar. Na contramão disso, com as taxas de juros baixas, os investimentos em imóveis, por ser uma moeda segura, tem sido um atrativo muito grande e as pessoas estão buscando esta estabilidade de investir”.
 


Alexandre Agnello: novas alternativas
 
O empresário diz também que o mercado possibilitou outras alternativas aos locatários. “Com o impacto da pandemia é natural as pessoas buscarem novas alternativas de imóveis ou novos pontos, que hoje ficaram disponíveis com as desocupações que ocorreram”, disse Agnello.

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