Tempo

Por Marcela Crizol | Especial para o GCN
| Tempo de leitura: 2 min

Nosso companheiro de jornada.

Caminha conosco do momento em que atravessamos a passagem para o lado de cá, até o nosso último suspiro.

Como seria a nossa história, se soubéssemos quanto tempo realmente teríamos disponível em nossas mãos, durante a nossa estadia aqui nessa nossa existência? Estamos usufruindo dele, de maneira que não nos arrependeríamos, quando o nosso cronômetro finalmente zerasse?

Estamos trabalhando de maneira que nos sentimos alinhados com os nossos propósitos, nossas missões? Estamos conectados com algo mais profundo durante esse nosso tempo aqui, ou ele apenas está passando da maneira como dá?

Hoje em dia, após tantos anos buscando, acredito que nós não nascemos com um único desígnio em nossas vidas.

Explorar, encontrar e entender nossa missão de alma, o motivo pelo qual viemos atravessar nosso percurso, já é por si só e em grande parte, as nossas próprias missões.

Entendi que em qualquer fase em que eu esteja vivendo, há algo para ser aprendido e há sempre algo pelo qual pulsa o meu coração.

Há sempre um sopro, aquele sussurro, que clareia a visão, que nos intui e que nos faz enxergar com os olhos da alma.

O tempo caminha lado a lado com os nossos intentos e projetos de vida, e muitas vezes nos perguntamos em que tempo estamos. Preocupados se estamos atrasados. Preocupados se estamos perdendo tempo onde quer que estejamos.

Muitas vezes nos preocupamos com o relógio do outro e nos espelhamos em um tempo que simplesmente não é compatível ao nosso.

Gosto de pensar com as palavras de Sri Sri Ravi Shankar, que em um determinado texto, diz: "você não está atrasado, nem adiantado, você está exatamente na hora certa".

Mesmo que comum, mesmo que ordinário, é o nosso tempo. A nossa chance.

E independente das armadilhas do ego, que nos aprisionam e nos limitam, que nos comparam, que nos amedrontam e que nos fazem enxergar o tempo do outro como um possível

tempo melhor que o nosso, devemos simplesmente trabalhar com o nosso próprio tempo. O nosso fuso horário. As ferramentas que nos foram entregues. E fazer desse nosso bem tão precioso, uma experiência única.

Há sempre uma oportunidade escondida nas deixas do cotidiano.

Há sempre aquela voz que nos guia ao encontro de nossas pequenas e variáveis missões. Que por menores que sejam, não deixam de serem especiais, porque são nossas.

E não há tempo perdido, porque sempre há um novo tempo.

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