PARCERIA

Em carta a Bolsonaro, presidente americano pede parceria com Brasil

Por Felipe Frazão | do Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min
Estadão Conteúdo
O presidente dos Estados Unidos, Joa Biden
O presidente dos Estados Unidos, Joa Biden
Em carta de resposta a Jair Bolsonaro, o presidente dos EUA, Joe Biden, pediu que o Brasil amplie seu compromisso ambiental, antes da reunião de líderes globais que a Casa Branca convocou para abril. Na mensagem, Biden fala que trabalha internamente e com parceiros internacionais para resolver "desafios históricos" - em referência à covid e ao meio ambiente.

"Esperamos ver compromissos de seu governo em aumentar as ambições climáticas antes da Cúpula dos Líderes do Clima, que hospedarei em 22 de abril de 2021, enquanto trabalhamos para proteger nossos recursos naturais e tirar milhões da pobreza de maneiras sustentáveis", escreveu Biden.

O presidente dos EUA também pediu alinhamento com o Brasil em fóruns internacionais, como a Cúpula do Clima (COP-26) da ONU, que será realizada em novembro na Escócia, sob presidência do Reino Unido. Ele afirmou que a mudança climática é uma "ameaça global".

Biden disse que os líderes globais compartilham a responsabilidade de tornar os países mais "seguros, saudáveis e sustentáveis" e, por isso, está agindo "rapidamente" na resposta à pandemia da covid-19.

No Palácio do Planalto, a carta de Biden foi interpretada como um tom cordial e propositivo, após a primeira correspondência do presidente. Em 20 de janeiro, Bolsonaro tentou desfazer constrangimentos com o envio da primeira carta a Biden, após ter apoiado o ex-presidente Donald Trump na campanha e feito coro às acusações de fraude eleitoral feitas pelo republicano, mas nunca comprovadas.

Bolsonaro também chegou a contestar o democrata durante a campanha, respondendo que a soberania brasileira não estava em jogo nem seria comprada, quando Biden propôs mover países e oferecer U$ 20 bilhões ao Brasil para conter o desmatamento na Amazônia.

Chamou atenção do Planalto que Biden ressaltou seu apreço pelo Brasil e a influência do País no mundo. Foi bem recebida a disposição de trabalhar em conjunto em comércio, defesa da democracia, enfrentamento da pandemia e dos desafios ambientais, segundo fonte com acesso a Bolsonaro.

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