Ao contrário do fechamento do ano passado, 2021 começa com crescimento na empregabilidade em Franca. Em dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) referentes ao mês de janeiro, o município gerou 2,3 mil postos de trabalho. Esse número é resultado de pouco mais de 5 mil admissões, contrapostas por 2,6 mil demissões.
Se comparado ao ano de 2020, nenhum mês teve melhor geração de empregos do que janeiro deste ano. No ano passado, o melhor índice também foi no primeiro mês, com saldo de 2 mil.
O setor que mais contribuiu para esse bom número foi o industrial. Liderado pela indústria calçadista, o segmento teve 2.381 contratações e apenas 484 demissões, fechando o mês com quase 1,9 mil novos empregos.
O economista da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Adnan Jebailey, analisa que os bons dados do ramo neste mês se dão pela expectativa que o início do ano gerou. “Como 2020 foi muito ruim e fez a indústria fechar muitos postos, em 2021 a ideia foi recuperar esses empregos, dada a expectativa para 2021”.
Na contramão da indústria, o comércio teve grandes dificuldades para geração de novos postos. No mês, foram 1.266 admissões, praticamente anuladas por 1.194 desligamentos.
Na contramão da indústria, o comércio teve grandes dificuldades para geração de novos postos. No mês, foram 1.266 admissões, praticamente anuladas por 1.194 desligamentos.
Ainda assim, Adnan avalia o mês como positivo para o comércio. É normal que, para o setor, janeiro seja um mês com muito mais demissões. “Normalmente, em dezembro o comércio contrata muitas pessoas, na expectativa das grandes vendas de fim de ano e demitem elas logo no mês seguinte. No ano passado, no entanto, as contratações não foram tantas. Por isso, o número de demissões não foi tão alto.”
Setor que mais emprega em Franca, o de serviços foi o segundo com melhor saldo – fechando o mês com 310 novos postos. Esse número é resultado de 1.126 contratações e 816 demissões.
Por fim, o ramo da agropecuária fechou quatro postos de trabalho, enquanto o da construção fechou com saldo de 89 novos empregos.
Apesar do índice positivo durante o mês de janeiro, o economista já projeta queda para fevereiro e março, que devem ter um saldo negativo. “Janeiro foi um mês de muita esperança, com vacinação e expectativa de um ano diferente. Mas aí, nos meses seguintes, tivemos essa segunda onda e a situações no Estado, com fase vermelha e depois emergencial. Achávamos que seria um novo ano, mas, na verdade, é uma continuação de 2020”, finalizou Adnan.
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