EMPREGO

Franca abre 2,3 mil novos postos de trabalho em janeiro, mas projeção é de queda

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Facebook
2021 começa melhor do que fechou 2020
2021 começa melhor do que fechou 2020
Ao contrário do fechamento do ano passado, 2021 começa com crescimento na empregabilidade em Franca. Em dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) referentes ao mês de janeiro, o município gerou 2,3 mil postos de trabalho. Esse número é resultado de pouco mais de 5 mil admissões, contrapostas por 2,6 mil demissões. 
 
Se comparado ao ano de 2020, nenhum mês teve melhor geração de empregos do que janeiro deste ano. No ano passado, o melhor índice também foi no primeiro mês, com saldo de 2 mil. 
 
O setor que mais contribuiu para esse bom número foi o industrial. Liderado pela indústria calçadista, o segmento teve 2.381 contratações e apenas 484 demissões, fechando o mês com quase 1,9 mil novos empregos. 
 
O economista da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Adnan Jebailey, analisa que os bons dados do ramo neste mês se dão pela expectativa que o início do ano gerou. “Como 2020 foi muito ruim e fez a indústria fechar muitos postos, em 2021 a ideia foi recuperar esses empregos, dada a expectativa para 2021”.

Na contramão da indústria, o comércio teve grandes dificuldades para geração de novos postos. No mês, foram 1.266 admissões, praticamente anuladas por 1.194 desligamentos.
 
Ainda assim, Adnan avalia o mês como positivo para o comércio. É normal que, para o setor, janeiro seja um mês com muito mais demissões. “Normalmente, em dezembro o comércio contrata muitas pessoas, na expectativa das grandes vendas de fim de ano e demitem elas logo no mês seguinte. No ano passado, no entanto, as contratações não foram tantas. Por isso, o número de demissões não foi tão alto.”
 
Setor que mais emprega em Franca, o de serviços foi o segundo com melhor saldo – fechando o mês com 310 novos postos. Esse número é resultado de 1.126 contratações e 816 demissões.
 
Por fim, o ramo da agropecuária fechou quatro postos de trabalho, enquanto o da construção fechou com saldo de 89 novos empregos. 
 
Apesar do índice positivo durante o mês de janeiro, o economista já projeta queda para fevereiro e março, que devem ter um saldo negativo. “Janeiro foi um mês de muita esperança, com vacinação e expectativa de um ano diferente. Mas aí, nos meses seguintes, tivemos essa segunda onda e a situações no Estado, com fase vermelha e depois emergencial. Achávamos que seria um novo ano, mas, na verdade, é uma continuação de 2020”, finalizou Adnan.

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